F1: Pietro revela apoio de pilotos brasileiros e vê físico como principal desafio em estreia

Redação Motorsport.com
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Pietro Fittipaldi faz parte de maneira oficial do fim de semana da F1. Nesta quinta-feira (03), ele participou da tradicional coletiva de imprensa dos pilotos ao lado de seu companheiro de Haas, Kevin Magnussen.

Entre os assuntos da conversa com os repórteres do mundo todo, as dificuldades da estreia em um carro que não guia há um ano e os desafios da pista de Sakhir, que terá layout inédito na categoria.

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Pietro falou sobre a emoção de estrear na F1, mas com uma circunstância não festiva, por causa do forte acidente de Romain Grosjean.

“Sempre sonhei com a F1 desde o início da minha carreira, aos quatro anos de idade no kart”, disse Pietro. “É óbvio que minha estreia não é na melhor das circunstâncias, com o acidente de Romain. Ele teve muita sorte, diante de tudo o que aconteceu, foi um milagre e eu terei minha estreia dessa maneira. Estou feliz com a oportunidade, grato pela equipe pela confiança em mim, e espero estar pronto para amanhã.”

Pietro quebra um jejum de três anos do país sem um representante no grid da F1. O jovem piloto falou da repercussão de outros competidores brasileiros e da família.

“Recebi muito apoio, o automobilismo é muito grande no Brasil, temos muitos pilotos, recebi muito apoio de muitos pilotos brasileiros que me mandaram mensagens, assim como minha família, todos me mandaram boas energias para uma boa corrida. Farei um fim de semana passo-a-passo, esta é a minha primeira corrida e estou muito empolgado.”

Indagado se o avô Emerson Fittipaldi deu algum conselho, Pietro respondeu: “Dele (Emerson), do meu tio Max (Papis) e Christian (Fittipaldi), disseram para eu aproveitar, que eu não teria mais uma estreia na F1 novamente.”

Tendo a última experiência com o carro de F1 da Haas há um ano, Pietro elegeu as maiores dificuldades que deve encontrar no fim de semana: a parte física, aprender o carro e construir um bom ritmo.

“Acho que o mais difícil primeiro será fisicamente, não sei como essa pista vai ser. É mais curta, com retas mais longas, menos curvas, mas zonas de frenagem pesadas. E no final do dia, acho que a velocidade e o ritmo provavelmente serão as partes mais difíceis e fisicamente também, mas a equipe tem feito um ótimo trabalho em me ajudando.”

“Estive nesse carro há um ano, tive a oportunidade de ir à pista com ele. Você tenta ficar em forma, fisicamente, mas é difícil simular a força G que você tem em um carro de F1 quando está treinando fisicamente, é quase impossível, você tenta manter seu pescoço em forma, para no final do dia você conseguir guiar. Vou tentar administrar isso, estou confiante de que me darei bem. Vamos colocar em prática nosso plano nos primeiros treinos.”

“Acho que toda a situação, só tenho que ficar calmo. Acho que isso é o mais importante para mim. É apenas ficar calmo, fazer as coisas passo-a-passo, ir bem nos treinos e ir para a classificação. Isso vai ser fundamental. Mas é mais apenas construir um ritmo. Como eu disse, acho que memorizar algumas das coisas processuais que você tem com o carro é fundamental. É nisso que venho trabalhando com os engenheiros. Mas, além disso, é, você sabe, apenas guiar e então obter um ritmo.”

No passado, o chefe da Haas, Gunther Steiner, disse que Pietro não era um macote dentro da equipe. O brasileiro falou também se ele tinha certeza de que o assento era dele, em caso de necessidade de um dos pilotos oficiais.

“Não, nem sempre tive certeza, mas sou um dos pilotos reserva da equipe. Depois do acidente de Romain, obviamente, a equipe estava focada em Romain, e eu também estava preocupado com sua saúde. Mas foi na segunda-feira que Gunther me chamou para ir à pista e me disse que eu tinha a chance. E ele sempre foi um homem de palavra. Ele sempre foi muito direto comigo. É por isso que adoro trabalhar com ele. Eu o considero um ótimo chefe de equipe. Ele é sempre muito direto. E ele mantém sua palavra. Então, eu sou grato a ele.”

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