F1: Ministro da Mongólia repudia comentários "racistas" de Verstappen

Jake Boxall-Legge
·3 minuto de leitura

O ministro das Relações Exteriores da Mongólia, Lundeg Purevsuren, escreveu à Red Bull sobre os comentários "racistas e depreciativos" do piloto holandês Max Verstappen no GP de Portugal de Fórmula 1.

Após colisão com a Racing Point do canadense Lance Stroll durante a segunda sessão de treinos livres no circuito de Portimão, Verstappen foi ao rádio para expressar seu descontentamento com o incidente.

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Na mensagem para seu engenheiro, Verstappen disse o seguinte: "Esse cara é cego? O que diabos há de errado com ele? Jesus Cristo... Que retardado. Tenho danos. Que mongol. 'Eu juro'”.

Verstappen admitiu posteriormente que as palavras "não eram corretas" e que ele "nunca teve a intenção de ofender ninguém", mas seus comentários fizeram com que grupos como o Mongol Identity divulgassem uma carta aberta, exigindo desculpas.

O governo da Mongólia também enviou cartas para Dietrich Mateschitz, CEO da Red Bull, e Tobias Moers, CEO do patrocinador da Red Bull Racing, a Aston Martin, para expressar decepção com a linguagem de Verstappen no rádio.

Nessa carta, Purevsuren - que atua como embaixador da Mongólia nas Nações Unidas e na Organização Mundial do Comércio - também disse estar "confiante" de que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tomará novas medidas contra Verstappen.

“Lamento o uso de linguagem racista e antiética em público pelo piloto da Red Bull Max Verstappen durante os treinos do GP de Portugal do Campeonato Mundial de Fórmula 1 em 23 de outubro de 2020”, diz a carta de Purevsuren.

“Esporte é um símbolo de união em todo o mundo e acredito que não deve haver nenhuma forma de discriminação racial no esporte. Apoio a iniciativa da F1 contra o racismo. Mas devido ao incidente acima mencionado, eu duvido que essa iniciativa vá ao encontro à realidade”.

"Estou confiante de que, para evitar a recorrência de tal comportamento, a FIA tomará medidas contra o piloto da Red Bull Max Verstappen por seu comportamento inaceitável de usar repetidamente linguagem racista e depreciativa contra qualquer grupo étnico”.

O chefe da Red Bull, Christian Horner, disse à BBC que não "apoia" a escolha da linguagem de Verstappen e que falou com o piloto internamente. "Max não teve a intenção de ofender", ponderou. "Os comentários foram no calor do momento, com as emoções altas”. O Motorsport.com entrou em contato com a Red Bull para tratar do caso, mas a equipe não respondeu até a divulgação deste texto.

Veja o debate sobre a classificação da F1 em Ímola, com Lipe Paíga e Nonô Figueiredo.

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