F1: Liberty encerra negociações com Rio Motorsports e Globo fica próxima de manter direitos de transmissão

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A situação envolvendo o futuro da Fórmula 1 para o Brasil mudou rapidamente em questão de poucos dias. O acordo da Rio Motorsports com a categoria para assumir a comercialização da cobertura do esporte para o país chegou ao fim após menos de dois meses. E, com isso, a Globo volta a ser uma peça-chave nas negociações para a temporada de 2021.

Segundo publicado pelo UOL, um dos fatores determinantes para a quebra do contrato por parte da Liberty Media, dona da F1, foi a falta de garantias financeiras da Rio Motorsports.

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Em comunicado enviado à imprensa na quarta, a empresa carioca afirma que foi sua opção de sair do contrato, falando sobre incertezas no calendário devido à segunda onda da Covid-19 na Europa.

"A Rio Motorsports comunica que decidiu por declinar da opção dos direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil. A decisão foi tomada devido às incertezas com o calendário para a temporada 2021, provocadas pela segunda onda de contágio por Covid-19 na Europa".

Mas o histórico já não depunha a favor da empresa. No início do ano, a Rio Motorsports havia adquirido o direito de transmissões da MotoGP para o Brasil, repassando à Fox Sports. Poucos meses depois, foi descoberto que a empresa havia dado um calote na Dorna Sports, dona da categoria, deixando em xeque a cobertura da temporada 2020 no país. O Grupo Disney precisou intervir, negociando diretamente com a Dorna para assegurar a continuidade.

Com o fim do contrato entre a Liberty Media e a Rio Motorsports, chegou também ao fim a negociação da TV Cultura para assumir as transmissões em 2021, como confirmado pelo canal ao UOL. Apesar da emissora pública, ligada à Fundação Padre Anchieta, ter sido a favorita pela empresa carioca, a Liberty não gostou ao saber que o canal não tinha a mesma penetração em território nacional que a Globo.

Assim, a Globo voltou à mesa para iniciar negociações visando a renovação do contrato de transmissões da F1 com a Liberty Media, podendo dar sequência a uma tradição de quase 40 anos na televisão brasileira.

Anteriormente, um dos motivos dados para a não-renovação, que foi confirmada em agosto, era uma revisão de portfólio dos eventos esportivos do canal, além de problemas na negociação com a Liberty Media. Enquanto a Globo havia oferecido 20 milhões de dólares por ano em 2019, a empresa queria 22.

Mas, apesar de divergências com a Globo especialmente com relação à não-transmissão dos treinos classificatórios do sábado, o Grupo segue sendo uma peça importante para a Liberty Media, com o país representando quase um quarto da audiência mundial da F1 devido ao fato do Brasil ser um dos poucos locais onde a categoria ainda é exibida em TV aberta. Por mais que não seja tão lucrativo quanto o mercado europeu, os números de audiência ajudam a Liberty.

Outro empecilho que havia travado as negociações era a possível chegada da F1TV Pro ao Brasil, versão do serviço de streaming da categoria que inclui a transmissão completa de um GP, dos treinos livres de sexta às corridas no domingo. A Globo não era a favor porque também transmite as provas no portal Globo Esporte. Mas agora tudo indica que a emissora não terá como negociar isso e a plataforma estará disponível ao mercado brasileiro.

A nova rodada de negociações entre o Grupo Globo e a Liberty Media é comemorada internamente no canal e o negócio é visto como iminente. E todo o contexto recente pode jogar a favor da empresa brasileira, que está em uma boa posição para negociar um contrato favorável.

"A Globo retomou as conversas com a FOM / Liberty Media sobre os direitos da Fórmula 1, sempre considerando a nova realidade mundial dos direitos esportivos", disse um representante da emissora segundo o UOL.

Esse é provavelmente o maior golpe nas expectativas da Rio Motorsports de assumir o comando das operações envolvendo a Fórmula 1 no Brasil. No início da semana, a categoria divulgou o calendário para a temporada de 2021 e nele consta o retorno do GP do Brasil ao Mundial, mas em Interlagos, já que a situação do Autódromo de Deodoro no Rio de Janeiro segue muito incerta.

A empresa segue no aguardo da licença para iniciar as obras, mas os estudos de impacto ambiental (EIA) vem sendo muito questionados pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), que afirmou que o local escolhido para a construção, a Floresta do Camboatá, não é o ideal, além de ter descoberto que parte dos biólogos envolvidos na produção do EIA tinham licenças irregulares.

O autódromo ainda é muito criticado nas redes sociais por diversos motivos, desde a destruição de uma parte da Mata Atlântica no Rio de Janeiro até a disputa pela realização do GP do Brasil entre Rio e São Paulo, que chegou a envolver até o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo João Dória.

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