F1: Ferrari é "firmemente contra" projeto da Red Bull de congelamento dos motores em 2022

Jonathan Noble
·4 minuto de leitura

Com a decisão da Honda de sair da Fórmula 1 após o final de 2021, a Red Bull vem indicando que prefere assumir o desenvolvimento do motor em vez de buscar uma nova fornecedora, mas apenas se a categoria congelar o trabalho nas unidades ao longo do ano. Porém, a marca austríaca terá resistência, já que a Ferrari afirmou que é "firmemente contra" o projeto.

A ideia da Red Bull é adquirir a propriedade intelectual da montadora japonesa, passando a ser a sua própria fornecedora em vez de precisar recorrer à Ferrari ou Renault, já que a Mercedes disse não. Assim, a marca dependeria de si própria até a introdução do novo regulamento de motores em 2026 no máximo, quando espera-se a chegada de novas marcas.

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Porém, para a Red Bull assumir esse plano ousado, a equipe quer um congelamento total do desenvolvimento, já que não pode bancar o caro trabalho de em cima da evolução do motor em comparação com Mercedes e Ferrari.

Mas uma mudança do tipo para 2022 depende de apoio das rivais, especialmente a Ferrari, que mantém um veto no regulamento técnico como parte do novo Pacto de Concórdia.

Apesar do chefe da Ferrari, Mattia Binotto, ter fugido de comentários sobre o caso no final de semana passado, durante o GP de Portugal, o CEO da montadora, Louis Camilleri, se colocou enfaticamente contra o plano.

Ele acredita que com a FIA buscando introduzir biocombustíveis nos próximos anos, será impossível não permitir a manutenção do desenvolvimento dos motores.

Falando à Gazzetta dello Sport, ele disse: "Somos firmemente contra o congelamento das unidades de potência, por ser contra o espírito da F1. Eu acho que é importante enfatizar que as regras atuais já preveem um certo congelamento em 2023. Além disso, a F1 tem objetivos ambiciosos em termos de sustentabilidade".

"Já em 2022, o regulamento prevê a introdução de combustível com 10% de etanol, mas a FIA que chegar a 100% assim que possível, idealmente no ano seguinte. Isso torna inevitável o desenvolvimento de componentes do motor. É um assunto muito complicado, e estamos falando ativamente com todos os envolvidos".

Enquanto alguns veem que a decisão da Honda de sair da F1 é um sinal de alerta para uma mudança de direção necessária ao esporte, com o risco de outras potenciais fornecedoras de motores perdendo interesse, Camilleri não está tão convencido disso.

"Eu não acredito que isso acontecerá, mas deve acelerar a necessidade de definir as principais características das unidades de potência do futuro".

"Nós, e por nós eu digo a FIA e Liberty Media e as fornecedoras de motores, devemos criar um balanço entre os respectivos objetivos, que são conflitantes de vez em quando, visando inovação, sustentabilidade ambiental e custos".

"O último fator é muito ignorado, criando uma situação perigosa para todos. Temos que garantir também que o fornecimento de motores seja um negócio atrativo economicamente".

As equipes da F1 se reuniram mais cedo nesta semana para iniciar discussões sobre o formato do novo regulamento de motores a longo prazo, visando um modelo mais barato e menos complexo em termos técnicos das unidades híbridas.

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