F1 confirma GP da Espanha em 2020 e encaminha calendário com 22 etapas

GABRIEL CURTY, VITOR FAZIO, PEDRO HENRIQUE MARUM
Grande Prêmio

O calendário da F1 para 2020 parece cada vez mais perto de ser fechado, ao menos no que diz respeito aos locais que vão receber uma etapa. Nesta terça-feira (27), a categoria confirmou mais um ano de acordo com o GP da Espanha, dando a entender que terá mesmo 22 corridas no ano que vem.

A Espanha parecia ser a principal bola da vez para deixar o calendário com as entradas de Holanda e Vietnã, mas o Governo da Catalunha fez um esforço para manter a praça, retomou as negociações e, assim, o palco tradicional dos testes de pré-temporada vai seguir ao menos por mais um ano.

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Chase Carey junto do presidente catalão Quim Torra (Foto: Reprodução)

"A Catalunha vai ser, pela 30ª vez seguida, sede de um GP de Fórmula 1. A Catalunha é um país com grande tradição no esporte a motor e, consequentemente, ficamos satisfeitos por fortalecer e manter nossa condição de evento clássico no calendário para fãs ao redor do mundo. Ao longo desses 30 anos, integramos esse evento às políticas industriais do governo, e o GP da Fórmula 1 no Circuito de Barcelona-Catalunha é uma ferramenta importante para estimular a atividade econômica no país em termos de turismo e entretenimento. Além disso, temos a oportunidade de mostrar ao mundo o jeito de ser catalão, como trabalhamos e como o país é. Por todos esses motivos, damos boas vindas à continuidade da Fórmula 1 no nosso país natal", disse Quim Torra, presidente da Catalunha.


Em 2020, será a 30ª temporada seguida em que a F1 correrá na pista de Barcelona, palco que vem se repetindo desde 1991. A situação mais crítica de renovação parece ser mesmo da Alemanha, que não terá mais o apoio da Mercedes para realizar a prova. O Liberty Media, inclusive, já havia dito para equipes e pilotos se prepararem para um ano de 22 provas.

Largada do GP da Espanha em Barcelona (Foto: Red Bull Content Pool/Getty Images)


Chama a atenção, no entanto, que não há confirmação da data em que a prova espanhola irá acontecer. Desta forma e com as possibilidades do Vietnã ser encaixado perto de Austrália, Bahrein e China, a categoria pode sofrer mudanças sensíveis na ordem das provas.

"É um prazer confirmar que o GP da Espanha segue no calendário de 2020 do Mundial de Fórmula 1. A decisão de seguir correndo no pináculo do automobilismo na Espanha, um país com grande tradição automobilística que vem desde o começo do século passado, é parte da nossa estratégia de manter as raízes europeias da F1, ao mesmo tempo em que avançamos para novos territórios. A vontade dos promotores de fazer parte da F1 em 2020 é prova da habilidade do esporte de atuar como um catalisador de regiões que querem receber eventos de dimensão mundial, assim como as que buscam um impacto financeiro positivo. Nos próximos meses, vamos continuar discutindo para ver se podemos expandir essa relação vantajosa. Por enquanto, quero agradecer ao Quim Torra, presidente da Catalunha, pelo apoio vital às negociações, com esperança de celebrar um fantástico 50º GP da Espanha em 2020, 30º em um dos circuitos mais exigentes do ponto de vista do calendário do Mundial", comentou o chefão da F1 Chase Carey.


A confirmação do GP da Espanha é uma formalidade que referenda a reviravolta da situação. Até o último mês de maio, quando a etapa aconteceu pela última vez no contrato que se encerrou com o evento de 2019, a expectativa era de que a F1 deixaria a Catalunha e o governo central espanhol ao mesmo tempo - algo curioso para uma categoria que nesta década chegou a correr em Barcelona e Valência, além de testar em Jerez. 

 

As semanas avançaram, porém, e na chegada ao também por um fio GP da Alemanha, a situação deu uma guinada. Barcelona retomou os negócios com a F1 e recebeu o OK da Catalunha para que um novo acordo tomasse forma. Assim, ainda que o Vietnã e a Holanda ingressem no grid em 2020, lá estará Barcelona. E estará também o México, que deu ares de fora do baralho e também rodopiou na negativa para se firmar no calendário por mais alguns anos. Na nova realidade, apenas a Alemanha é quem se vê com a corda no pescoço.




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