F1 cogita disputar GPs em circuitos que não estavam no calendário

AFP
O chefão da F1 Chase Carey durante coletiva de imprensa
O chefão da F1 Chase Carey durante coletiva de imprensa

Chase Carey, responsável pelas atividades relacionadas à Fórmula 1 no grupo americano Liberty Media, declarou nesta quinta-feira (7) ser possível a organização de corridas da categoria rainha do automobilismo em circuitos que não estavam originalmente inscritos no calendário da temporada 2020.

A temporada da F1, que começaria em março na Austrália, precisou ser suspensa devido à pandemia do coronavírus.

"Temos dois desafios principais: identificar os lugares em que podemos organizar as corridas e determinar como podemos transportar para lá os funcionários necessários e o equipamento", explicou Carey em teleconferência, após a apresentação dos resultados financeiros da Liberty Media, dona dos direitos da F1, no primeiro trimestre do ano.

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"Estamos conversando com todos os promotores, assim como com alguns circuitos que não estão atualmente no calendário previsto para 2020, com o objetivo de garantir que tenhamos examinado todas as opções", completou, sem dar mais detalhes.

De acordo com informações não confirmadas, os circuitos de Portimão (Portugal) e Imola (Itália) poderiam sediar neste ano corrida da Fórmula 1.

"Nosso objetivo é começar a temporada no fim de semana de 4 e 5 de julho na Áustria", no circuito Red Bull Ring, afirmou Carey.

O executivo lembrou também que outra corrida poderia ser organizada no fim de semana seguinte (11-12 de julho) no mesmo circuito.

"Contemplamos depois correr na Ásia e no continente americano em setembro, outubro e novembro, antes de terminar no Golfo, em Bahrein e Abu Dhabi, em dezembro. Esperamos poder organizar um calendário com 15 a 18 corridas", detalhou

- Corridas virtuais -

"Acreditamos que as corridas da primeira parte do calendário acontecerão sem espectadores no local, mas esperamos poder recebê-los mais tarde no ano", continuou Carey.

"Trabalhamos com a Federação Internacional do Automóvel (FIA), com as autoridades locais e com outros especialistas para determinar as medidas e procedimentos necessários para transportar todos os funcionários das corridas com segurança e permitir que trabalhem e se hospedem de maneira segura", concluiu.

Carey insistiu que nenhum cenário foi ignorado e citou a possibilidade, embora "remota", de não haver qualquer Grande Prêmio de F1 nesta temporada.

A Liberty Media anunciou nesta quinta-feira a queda em 84% de sua receita em atividades relacionadas com a F1 no primeiro trimestre de 2020 devido à inexistência de Grandes Prêmios.

Nas últimas semanas, diante da impossibilidade de se disputar corridas reais, foram organizadas provas virtuais de E-Sports com a participação de alguns pilotos da F1.

Segundo Chase Carey, as três primeiras corridas virtuais reuniram uma audiência total de 16,3 milhões de espectadores.

"Continuaremos promovendo corridas virtuais até que possamos voltar a correr em circuitos", concluiu.

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