F1: Binotto revela que ensaiou três vezes conversa com Vettel sobre demissão

Jonathan Noble
·3 minuto de leitura

Ainda no primeiro semestre, antes do início da temporada 2020 da Fórmula 1, a Ferrari confirmou que não renovaria o contrato de Sebastian Vettel, substituindo-o rapidamente por Carlos Sainz. E o chefe da equipe, Mattia Binotto, revelou que teve que ensaiar mentalmente a ligação para o tetracampeão três vezes antes de criar coragem de conversar com o piloto.

Antes do anúncio, parecia apenas uma questão de tempo para a equipe confirmar uma renovação com o tetracampeão. Mas as dificuldades exibidas na pré-temporada em Barcelona junto com uma ponderação sobre qual seria a melhor opção a longo prazo levaram a Ferrari a decidir que o ideal seria seguir outro caminho com a vaga ocupada atualmente por Vettel.

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Binotto informou Vettel de sua decisão em uma ligação privada entre ambos antes da equipe oficializar a notícia, mas o chefe da Ferrari admitiu que não foi nada fácil fazer isso. Em entrevista à Sky Italia, Binotto disse que precisou se preparar bastante para o que seria uma conversa difícil.

"Eu estava em casa, e antes de ligar para ele, repeti mentalmente para mim três vezes o que eu tinha que dizer a ele. A decisão sobre Seb não foi fácil porque amamos ele, pelo que ele representa, pela pessoa que ele é e como ele se comporta e pelo que ele deu à equipe ao longo dos anos".

"Mas chega um momento que você precisa ter aquela clareza para tomar decisões pensando no futuro. Estamos próximos do início de um novo ciclo técnico em 2022, e há uma equipe sendo construída em todas as áreas".

"Temos a função e a ambição de olhar a médio e longo prazo, e é precisamente com esse pensamento que encontramos a força para tomar certas decisões".

"Se Seb recebeu mal a notícia? Não, ele não desligou o telefone. Ele é uma pessoa muito inteligente, muito bela e manteve sua personalidade durante uma temporada marcada por muitas dificuldades. Ele nunca foi negativo. Sempre foi proativo e muito respeitável".

Binotto disse acreditar que a dupla de 2021, formada por Charles Leclerc e Carlos Sainz, trará uma vibe diferente à equipe, reconhecendo que os dois possuem forças diferentes.

"Charles tem o entusiasmo dos fãs e da equipe pelo modo que ele consegue conduzir nas classificações, por suas ultrapassagens e pelas defesas na pista. Enzo Ferrari teria amado ele".

"Sobre a escolha de Carlos, pessoalmente, eu vejo ele como um líder. É um grande trabalhador. Ele cola nos engenheiros e sempre fica perguntando e aprendendo. Apesar de ser jovem, já tem uma boa trajetória na Fórmula 1 e seu caminho sempre foi de aprendizado para buscar os melhores resultados".

"Os pilotos de hoje são os menores de nossos problemas. Charles está crescendo e mesmo nas dificuldades nunca foi crítico. Ele quer contribuir e ajudar no crescimento da equipe".

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