F1 apresenta calendário provisório de 2021 às equipes nesta segunda (26)

Adam Cooper
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A tão aguardada reunião da Comissão da Fórmula 1, que deve debater o futuro dos motores da categoria, terá também outro tópico de interesse das equipes e dos fãs do esporte: o calendário de 2021.

Desde o semestre passado, o CEO da F1 Chase Carey tem deixado claro que sua pretensão para o próximo ano é ter um calendário similar ao que seria executado em 2020 antes da chegada da pandemia, com um início planejado para março com o GP da Austrália.

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Porém, sem um sinal da vacina a frente, há claramente uma forte chance de que algumas das corridas canceladas neste ano, especialmente as corridas de rua e as de fora da Europa, sejam descartadas novamente.

A complicação é que, por razões legais e políticas, a F1 é obrigada a colocar eventos sob contrato no calendário provisório, mesmo se a lógica dita que eles dificilmente serão realizados.

Os cancelamentos deste ano envolveram complexas negociações sobre quem tomaria a decisão final, e onde cairia a responsabilidade. Um exemplo extremo disso foi visto recentemente, com o cancelamento formal do GP do Vietnã, apesar do calendário final da temporada 2020 ter sido divulgado semanas antes.

O chefe da Racing Point, Otmar Szafnauer, afirmou que preferia ver um calendário provisório de 2021 que reflete com mais proximidade o que deve acontecer.

"Vamos discutir isso amanhã [segunda, 26]", disse quando perguntado pelo Motorsport.com. "Mas minha preferência é de termos um calendário realista. Agora, eu sei que é difícil prever o futuro com tudo que vem acontecendo".

"Não acho que seja possível prever como estaremos em um mês, não sabemos como o mundo estará em um mês, e no final de novembro, com o vírus se espalhando desse jeito pela Europa e alguns outros lugares como a América do Norte".

"Outra questão que não sei: sigo lendo sobre algumas vacinas que se mostram promissoras e estão já encaminhadas na terceira fase dos testes. Mas quando elas chegarão a nós? Não sei e é difícil de prever. Porém, eu preferia ver um calendário realista em vez de um otimista, para que possamos planejar. O problema é que é difícil de dizer o que significa realista".

Szafnauer disse que ele deve pressionar os chefes da F1 na reunião: "Vou perguntar: 'Na cabeça de vocês, quais vocês diriam que é a possibilidade de termos de fato esse calendário? Baixo? Temos um plano B?'. Assim podemos fazer um planejamento melhor".

"Mas também tem a chance deles colocarem o calendário mais realista como plano A".

Por outro lado, o chefe da McLaren, Andreas Seidl, segue esperançoso de um retorno ao "normal" com o calendário de 2021.

"Para ser honesto, temos que esperar para ver o que a F1 nos apresentará amanhã", disse ao alemão ao Motorsport.com.

"Este foi um ano desafiador, algo que nunca vimos antes. E ainda acho que a F1, junto conosco, lidamos com isso muito bem, porque em abril em maio nunca contávamos que teríamos um calendário de 17 corridas neste ano. E tenho confiança que eles farão o certo novamente para o próximo ano".

"Certamente a situação é muito dinâmica. Ao mesmo tempo, acho que é importante mantermos a positividade e, com sorte, podemos ter um calendário mais próximo do normal no ano que vem".

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