Fã do Barcelona, Marc Márquez está otimista apesar de início ruim: 'Por que não lutar pelo título?'

Carolina Alberti
O atual tricampeão do MotoGP sofreu uma queda da Argentina e viu Viñales consquistar seu segundo título nesta temporada

O atual tricampeão no MotoGP, Marc Márquez (ESP) passa por um momento diferente nesta temporada. Subindo 12 vezes no pódio das 18 corridas do ano passado, o piloto da Honda estreou em 2017 com um quarto lugar no Qatar e uma queda na Argentina, no último final de semana.

Apesar de um início que o colocou apenas na oitava colocação, com 13 pontos somados, o espanhol demonstra otimismo e busca uma reação já na próxima corrida, o GP das Américas realizado dia 23 de abril, no Texas (EUA).

- O objetivo é seguir melhorando e ver se já na próxima corrida conseguimos pisar, pela primeira vez, num pódio e, por que não, lutar pelo título.

O piloto que conquistou seu primeiro mundial do MotoGP em seu ano de estreia na categoria (2013), mostrou-se tranquilo e vê estes resultados com parte da vida de um atleta profissional.

- Numa carreira esportiva sempre temos êxitos e situações mais difíceis. Sempre tem que aprender e tentar melhorar. Ano passado foi muito bom. Este ano não começamos da melhor maneira, mas ainda tem muita temporada e temos que tentar aprender com o que fizemos errado e seguir melhorando.








A última temporada, que rendeu a Marc o tricampeonato do MotoGP foi muito disputado, com nove campeões diferentes. O piloto acredita que 2017 também tratá diferentes personagens no pódio.

- A temporada passada foi incrível, com nove ganhadores diferentes e este ano também está bastante igualado e eu creio que teremos entre quatro e cinco ganhadores diferentes - acredita.

Até o momento, as duas etapas disputadas tem como campeão o piloto da Yamaha, Maverick Viñales (ESP), de 22 anos, que, segundo Márquez brigará pelo título;

- Vinãles será um grande rival, um grande companheiro de MotoGP, já ganhou corridas e acho que lutará pelo campeonato este ano até o final junto a Valentino Rossi.

Rossi um dos grandes nomes do automobilismo, já com 38 anos, protagonizou um momento pouco simpático com Marc em 2015. O italiano derrubou o espanhol no GP da Malásia com um chute e tirou Márquez da corrida. Anos depois, o Formiga Atômica afirma que a dupla tem um relacionamento profissional.

- O primeiro encontro (depois do que aconteceu) foi frio, mas o tempo resolve tudo. Somos todos muito competitivos e queremos ganhar quando estamos em cima da moto. Agora é um relacionamento profissional. Não sou amigo de nenhum, afinal não podemos esquecer que, mesmo sendo companheiros de MotoGP, somos todos rivais. Todos queremos ganhar e todos queremos estar à frente - declarou o 93 da Honda.

Segunda paixão de Márquez conta com craque brasileiro

Apaixonado pelo automobilismo, Marc Márquez afirma que mais um esporte integra o seu coração: o futebol. Torcedor do Futbol Club Barcelona ' de um certo Neymar', o piloto nascido na região da Catalunha acredita em uma vitória nesta terça-feira, contra a Juventus. O espanhol arriscou um placar para o primeiro confronto.

- Para o jogo de hoje, eu acredito que seguramente ganha o Barça. 2 a 1. E na volta a gente faz mais - brincou o nativo de Cervera (ESP).

Marc revela sonho de competir ao lado do irmão

O amor pelas motos parece ser algo hereditário na familia Márquez. Além de Marc, Álex também participa de competições de motociclismo, só que no Moto2. Disputando um GP também em solo argentino, o caçula de 20 anos sofreu uma queda há três curvas do fim da prova. Ález estava na segunda colocação.

- Não foi o domingo da família Márquez - brincou Marc.

Com 36 recordes quebrados na carreira, sendo o último ter chego a 66 pole positions, Marc revela sonho de poder correr ao lado do irmão.

- Seria um sonho poder competir com o meu irmão no MotoGP ainda mais na mesma equipe, mas sei que é algo muito difícil.

'Pilotos da Fórmula-1 estão mais limitados ao carro', diz Marc

O MotoGP, ás vezes, sofre com a Fórmula-1, já que, em algumas ocasiões, as competições ocorrem no mesmo horário. Com isso Marc pede que as organizações cheguem a um acordo que beneficie ambas as modalidades.

- Sempre que não coincidem os horários é bom. Seria bom se os dois campeonatos conversassem para que não coincida o horário já que tem muitos fãs que gostam não só de F-1 ou MotoGP, mas sim de automobilismo e querem ver as duas corridas.

Apesar de afirmar que nunca trocaria o motociclismo pela Fórmula-1, Márquez admira alguns pilotos.

- Sou fã de Fernando Alonso, mas não está em seu melhor momento, mas tem um grande potencial e um talento incríveis. Também gosto muito do Lewis Hamilton.

O espanhol também comparou um aspecto nestas 'modalidades diferentes', o poder do piloto durante a corrida.

- No MotoGP, o piloto faz a diferença final e o erro dele conta muito, assim como suas virtudes. Na Fórmula-1, ele esta um pouco mais limitado pelo carro que tem. Se não tem um bom carro não consegue ganhar nunca. No MotoGP, é possível ganhar com uma moto não tão boa.







































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