Expulsão de Dedé revolta Galvão e Arnaldo: "Para isso que bota árbitro de vídeo?"

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O narrador Galvão Bueno se juntou ao analista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho em revolta contra a arbitragem de Boca e Cruzeiro (Reprodução/TV Globo)
O narrador Galvão Bueno se juntou ao analista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho em revolta contra a arbitragem de Boca e Cruzeiro (Reprodução/TV Globo)

O narrador Galvão Bueno e o analista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho se revoltaram na transmissão da TV Globo por conta da polêmica expulsão de Dedé, do Cruzeiro, no segundo tempo da partida de ida contra o Boca Juniors, na Argentina, pelas quartas de finais da Libertadores. Após recorrer ao recurso tecnológico VAR, o árbitro paraguaio Eber Aquino considerou o choque entre o defensor brasileiro e o goleiro Andrada como passível de cartão vermelho, fazendo a dupla de globais irem à loucura.

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“Que isso, seu juiz?!!”, protestou Galvão, inconformado com o rigor do árbitro. E o ex-árbitro compartilhou da indignação: “Que exagero, Galvão. É para isso que bota árbitro de vídeo?”, desabafou Arnaldo.

“Uma bola dividida na área. Isso é um crime que está se fazendo no futebol. Pra quê? O árbitro estava apitando bem, para quê que o árbitro de vídeo chama para um lance casual, um acidente de trabalho? Isso é uma vergonha o que está acontecendo. Só para justificar a presença de árbitro de vídeo que custa 30, 40 mil dólares para a Conmebol e expulsa o Dedé, que se chocou de forma normal, um acidente de trabalho uma injustiça e Dedé vai ser desfalque no próximo jogo [a volta, no Mineirão, daqui a duas semanas]. Que trapalhada”, desabafou o comentarista de arbitragem.

“Gente, ele já tinha iniciado o movimento de cabecear a bola. Já tinha projetado o corpo e a cabeça para cabecear a bola. Houve o choque e imediatamente a preocupação do Dedé com o goleiro. Uma palhaçada que fez o árbitro, palhaçada. Mario Diaz de Vivar, do Paraguai, esse é o nome do chefe lá do VAR, do árbitro de vídeo. Ele que chamou, o juiz não tinha pensado em nada, foi lá olhar e aí fez outra palhaçada o senhor Eber Aquino”, fez coro o narrador, que atribuiu a controversa decisão da arbitragem ao voto do  Coronel  Nunes, presidente interino da Confederação Brasileira de Futebol, para o Marrocos, em vez da acordada candidatura de Estados Unidos, México e Canadá a sedes da Copa de 2026.

“Isso pode ter a ver, e eu tô dizendo sempre, com a falta de força que o futebol brasileiro tem hoje na Conmebol e na América do Sul. Tem a ver com a trapalhada do Coronel Nunes, presidente da CBF, no voto errado que deu na Copa do Mundo, que obrigou o futuro presidente, [Rogério] Caboclo, a ir lá pedir desculpas, ao Fernando Sarney, que é vice-presidente, ir lá pedir desculpas. O presidente argentino disse que os brasileiros eram traidores, que atuavam contra o futebol da América do Sul. Tudo isso teve origem lá atrás. Estamos sem nenhum prestígio dentro da Conmebol”, afirmou Galvão.

“Como disse o Arnaldo, o que foi feito hoje é um crime contra o futebol e uma agressão aos direitos do Cruzeiro. O Dedé é um grande jogador, um líder do time, jogador importantíssimo, tá fora agora e do jogo do dia 4. Um dos grandes absurdos que vi em arbitragem nos últimos tempos”, enfatizou o narrador global.

E Arnaldo voltou a atacar o VAR: “O presidente da Comissão de Arbitragem da Conmebol é brasileiro, mas infelizmente a pressão é muito forte. E esse negócio, porque não deixa de ser um grande negócio o árbitro de vídeo, é para criar esse tipo de problema. Foi um lance normal, que acontece e ele expulsa o Dedé. Uma injustiça o que aconteceu”, afirmou.

Ao final da transmissão, que terminou com   vitória do Boca por 2 a 0 em La Bombonera, Galvão disparou: “Senhor Eber Aquino, a arbitragem dele hoje foi uma palhaçada.”

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