Exército cancela compra de R$ 80 mil em bonecos do Rambo

Redação Notícias
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<p>Apesar de ser impossível desvencilhar o personagem da carreira de Sylvester Stallone, ele esteve longe de ser a primeira opção para o papel: Al Pacino, Robert De Niro, John Travolta e Chuck Norris foram alguns dos atores considerados. (Imagem: divulgação Carolco) </p>
Segundo a pasta, o Exército teve a intenção de adquirir os produtos, conforme revelou reportagem nesta segunda-feira (15), mas o aviso foi revogado menos de 24 horas depois e que não "houve sequer abertura do Pregão Eletrônico".(Imagem: divulgação Carolco)

O Ministério da Defesa afirmou que Exército brasileiro não irá mais comprar R$ 80 mil em bonecos miniaturas do personagem Rambo, sucesso do cinema em série de filmes protagonizados pelo ator Sylvester Stallone.

Segundo a pasta, o Exército teve a intenção de adquirir os produtos, conforme revelou reportagem nesta segunda-feira (15), mas o aviso foi revogado menos de 24 horas depois e que não "houve sequer abertura do Pregão Eletrônico".

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"Foi divulgado apenas o aviso da intenção de uma Ata de Registro de Preços, relacionada à aquisição destes produtos. Este aviso foi revogado menos de 24 horas após o seu lançamento, por iniciativa da própria unidade militar", diz trecho da nota enviada pela pasta.

"Ou seja, não houve sequer a abertura do Pregão Eletrônico no Sistema de Divulgação Eletrônica de Compras (SIDEC), conforme pode ser comprovado no próprio Sistema e no Diário Oficial desta segunda-feira (15)”, diz a publicação.

Na segunda-feira (15), a revista Veja publicou uma matéria mostrando que depois de o Ministério da Defesa ostentar na compra de cerveja e de picanha, o Exército iria gastar R$ 730 mil em brindes e materiais para fotografia.

Na lista de brindes, estão incluídos canetas, bonés e placas de vários tipos. Só com bonecos de soldados em miniatura, de dois tipos, em forma de Rambo, seriam gastos R$ 80 mil.

Os militares pretendiam gastar também R$ 18.400 com 110 "kits para churrasco", acondicionados em uma maleta de alumínio, com uma gravação a laser na tampa e com o brasão do Exército, de acordo com a revista.

INVESTIGAÇÃO DO MPF

Na semana passada, o Ministério Público Federal abriu investigação sobre a compra de cerveja pelo Ministério da Defesa, após o partido PSB entrar com uma representação sobre possíveis irregularidades em compras de cerveja e picanha feitas pela pasta, parte delas sem licitação.

O inquérito vai apurar “uso de recursos com ostentação e superfaturamento” e a “falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público” por parte das Forças Armadas.