Exemplo de superação, Adenizia é o símbolo da equipe de Osasco

Lívia Mendonça

Adenízia é a cara do time do Osasco. Com 26 anos, a jogadora integra a equipe paulista desde os 13 anos de idade. Muito raçuda, é uma das responsáveis por chamar a torcida quando necessário. A central que foi campeã olímpica com o Brasil na Olimpíada de Londres, é um dos trunfos do técnico Luizomar de Moura. Ao lado da outra central Thaísa, a equipe de Osasco conta com um verdadeiro paredão no meio de rede. As duas serão responsáveis por tentar parar o forte poder de ataque da equipe do Rio de Janeiro, na grande final no dia 07 de abril, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. A equipe paulista conta com leve favoritismo por contar com muitas jogadoras da seleção brasileira, mas Adenízia mostrou cautela com essa posição em entrevista exclusiva ao Yahoo!Esporte Interativo.

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"No papel nós somos os favoritos. Mas final não tem essa. Elas vão vir com tudo, nós vamos com tudo. Então, a final vai ser resolvida nos detalhes, quem errou menos, quem não deixou aquela bola cair, a primeira bola, a última bola. Lógico que o Osasco, como é a base da seleção brasileira, tem uma certa responsabilidade. Mas lá tem um dos melhores técnicos do Brasil, tem a melhor líbero do Brasil. Então, eles também tem uma certa responsabilidade sim", falou Adenízia.

O Osasco sempre foi um time de grande investimento, e contou com jogadoras muito fortes. A atleta, quando era mais nova, teve a oportunidade de se transferir para outras equipes tendo condição de ser titular, mas preferiu permanecer e aguardar a sua oportunidade. A paciência rendeu frutos e hoje Adê, como é chamada pelas companheiras, possui uma grande identificação com a torcida do time. Ela é muito valorizada como prata da casa, e sabe o quanto é importante ter o apoio dos torcedores.

"A torcida é meu combustível, faz com que eu jogue bem. Então eu preciso deles o jogo inteiro. Eu sempre tento estar jogando junto. E eles correspondem torcendo, cantando, vibrando, chamando a nossa equipe. Eu tenho um vínculo muito forte com eles por isso. Eu os respeito e eles me respeitam. Eu sei que muitos vêm de longe para ver uma Adenízia, uma Jaqueline, uma Sheilla jogar. Então, o mínimo que eu posso fazer é sair de um jogo e ir até lá, falar, dar autógrafos, tirar uma foto. Isso para eles já é um agrado eno rme. Então, eu acho que um atleta tem que ter isso, tem que respeitar o torcedor, tem que ter humildade de tirar uma foto, de falar, de conversar, eles esperam isso da gente. E depois é o que você demonstra dentro de quadra, que é jogar um voleibol de qualidade", destacou a jogadora.

Com a promessa de ginásio completamente lotado, Adenízia deverá contar com batalhão de torcedores já que a partida será disputada em São Paulo. Você confere este jogão no Esporte Interativo, no dia 7 de abril, a partir das 10h da manhã.