Excluído da diretoria, Nobre some do Palmeiras e sofre com 'depressão'

Jorge Nicola
 Ex-presidente não viu qualquer jogo no Allianz em 2017 (Marcelo Ferrelli/Gazeta Press)

Palavra de quem conhece bem Paulo Nobre: “ele está deprimido”. O motivo? A distância do Palmeiras, clube que presidiu entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016. A tristeza se explica: depois de injetar R$ 200 milhões nos cofres alviverdes e respirar o clube praticamente 24 horas por dia durante sua gestão, o ex-presidente foi excluído e esquecido.

Maurício Galiotte, com quem dividiu as principais decisões do Palmeiras por quatro anos, acabou não o aproveitando como diretor de futebol, nem diretor de marketing. Nobre também está sendo aos poucos esquecido por torcedores, conselheiros e opinião pública, mesmo com a transformação do Palmeiras em uma das principais potências do futebol brasileiro após  anos de rebaixamento e briga contra o descenso.

“O Paulo desapareceu do Palmeiras. Ele sempre foi fanático pelo time, a ponto de não perder um jogo. Mas, neste ano, ele não foi a qualquer jogo no Allianz Parque”, conta um amigo. “O Paulo também faltou a todas as reuniões do COF (Conselho de Orientação Fiscal) e do Conselho Deliberativo”, acrescenta.

A depressão pós-Palmeiras fez Nobre buscar outras distrações. “Ele passou um tempo fora do Brasil, para tentar se esquecer do Palmeiras, mas não está sendo fácil”, revela o parceiro do ex-presidente.

Internamente, Nobre manteve poucos aliados. Seu grupo político migrou praticamente inteiro para o lado de Galiotte, como ficou claro na votação que aprovou a eleição de Leila Pereira como conselheira alviverde. Curiosamente, entre os raros parceiros, estão três vice-presidentes de Galiotte: Genaro Marino, José Carlos Tomaselli e Victor Fruges.

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