Ex-treinador de Spider nega problema em ajudar rival: "Somos profissionais"

6- Treinador de Rafael dos Anjos e Fabrício Werdum, Rafael Cordeiro perdeu sua mãe dias antes do UFC Curitiba, evento em que seu pupilo perdeu o título dos pesos-pesados - Diego Ribas

O duelo entre Anderson Silva e Kelvin Gastelum, oficializado nessa terça-feira (16) para o UFC Rio, em 3 de junho, colocará frente a frente dois velhos conhecidos. Isso porque o brasileiro tido como um dos melhores atletas de todos os tempos começou a sua carreira na Chute Boxe, onde treinava com Rafael Cordeiro, atual tutor do americano que enfrentará Spider.

Colocando o passado de lado, Cordeiro falou com a Ag. Fight e relembrou um pouco de sua história com Anderson. Deixando bem claro que não tem mais nada com seu antigo pupilo, mas também mostrando bastante respeito e profissionalismo, o mandatário da Kings MMA preferiu focar na preparação do seu atleta para este difícil confronto.

“Tive uma história com o Anderson lá para 2001, 2002, quando treinei ele na Chute Boxe. Mas agora tudo mudou. Amizade à parte, ali é uma competição onde todos estão entrando para ganhar. Todos querem vencer e espero que no fim das contas o Kelvin saia com a vitória”, garantiu.

Negando qualquer tipo de intriga ou picuinha de lado, Cordeiro também lembrou que Spider teve algumas passagens pela Kings MMA e afirmou que possui um bom relacionamento com o paulista ainda nos dias de hoje. Apesar disso, o treinador relembrou um fato ocorrido em 2013, quando Fabricio Werdum e Rodrigo ‘Minotauro’ se enfrentaram e Anderson Silva se recusou a abraçar o ‘Vai Cavalo’ após o fim da luta.

“O Anderson passou algumas vezes pela Kings. Eu tenho um bom relacionamento com ele, conversamos às vezes pelo telefone e não temos problemas nenhum. Luta é luta e isso prova o quanto somos profissionais. O Anderson já esteve no córner contrário quando o Werdum lutou com o Minotauro e não afetou em nada. Só no finalzinho, quando o Werdum tentou abraçar ele e não teve abraço, mas hoje já morreu essa história. A gente sabe que ali dentro são os dois atletas e eu tive uma história com o Anderson no passado, quando fui treinador dele. Hoje já não sou mais e não me sinto nem um pouco desrespeitoso por isso”, analisou.

Além de Kelvin Gastelum e Fabricio Werdum, Cordeiro também auxilia no treinamento de outros grandes nomes do MMA, como Maurício ‘Shogun’ e Lyoto Machida. O fato de estar ao lado de um americano em uma luta contra um brasileiro não é novidade para o treinador. No última fim de semana mesmo ele esteve no córner de Gastelum na vitória contra Vitor Belfort – além de também presenciar de perto o revés de Beneil Dariush diante de Edson Barboza.

Rafael Cordeiro não tem mais qualquer tipo de questão neste quesito. O trainador se mostrou completamente bem resolvido e entende que atualmente as pessoas já aceitam melhor o fato de ele estar no córner de outros atletas que não sejam brasileiros.

“Hoje em dia, o fato de eu estar treinando estrangeiro para lutar contra brasileiro não tem mais nada. Não é uma nação lutando contra uma nação. É um atleta lutando contra um atleta”, sintetizou.