Ex-presidente do Vasco rebate declaração de Bastos sobre seu afastamento: 'Ninguém precisava de justificativa'

Lucas Humberto
·4 minuto de leitura

O clima segue pesado em São Januário! Recentemente, Fellipe Bastos acusou Alexandre Campello, ex-presidente do Vasco, de ter assegurado sua reintegração na equipe após ter sido afastado por Ricardo Sá Pinto.

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Campello, em entrevista ao ge, deu sua versão da história e disse que o volante omitiu alguns acontecimentos sobre a desavença e a reversibilidade de sua saída.

No início de dezembro do ano passado, Fillipe Bastos foi cortado do plantel de jogadores que enfrentariam o Defensa y Justicia, pela Copa Sul-Americana, por recomendação da Conmebol. O jogador havia testado positivo para covid-19, mas já estava recuperado. Ainda assim, teve sua presença vetada na disputa e se revoltou pela forma como foi avisado: momentos antes do jogo.

Corte

O ex-presidente, no entanto, ressaltou que o Cruzmaltino se esforçou para dar condições de jogo ao volante: "O relato do Bastos começa no capítulo 2. Ele omite o que antecedeu. O time estava concentrado no hotel Sheraton de São Conrado, quando fomos surpreendidos pelo Conmebol, que tirou as condições de jogo dele".

Campello explica que a própria entidade sul-americana avisou que ele não estaria liberado momentos antes do jogo: "Por isso, quando ele chegou em São Januário, ele foi avisado. No nosso entender, a posição da Conmebol não era coerente. Mas é a Conmebol quem decide. Ele teve um comportamento muito ruim, reprovável, saiu esbravejando, falando um bando de coisas, dentro do ônibus e em São Januário."

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Em sua fala, o ex-mandatário ainda comenta que o volante acusou os funcionários do clube de estar tramando contra ele. "Como se alguém precisasse de algum artificio para tirá-lo da lista. Ninguém precisava de justificativa. Ele era profissional do clube e poderia ficar fora da relação quando o treinador bem entendesse."

Desentendimento

Eliminado da competição, Sá Pinto tentou se entender com Bastos no dia seguinte, em conversa particular. Os ânimos se exaltaram e, segundo informações de Campello, ficou decidido que o volante não estava mais nos planos do Gigante da Colina. O dirigente ainda garantiu que tudo ficou acordado com Carlos Leite, empresário de Bastos, inclusive na questão de não retornar aos treinos, visto que seu contrato já estava em reta final.

"Foi isso que aconteceu. Eu entendi que o treinador estava coberto de razão e que o Bastos deveria ser multado pela atitude que teve. Mas não quis criar um mal-estar naquele momento e disse que tentaria resolver. Mas o Sá Pinto foi taxativo em dizer que não contava mais com ele", destacou Campello.

Sá Pinto não quis contar com Fellipe Bastos. | Bruna Prado/Getty Images
Sá Pinto não quis contar com Fellipe Bastos. | Bruna Prado/Getty Images

Mais exaltado, o ex-presidente foi categórico ao falar sobre Bastos: "De uma coisa ele tem razão. O Vasco não é a Disneylândia. Talvez eu já devesse ter dispensado o Pateta antes".

Veredito

Na entrevista, Campello ainda discutiu outros tópicos relacionados ao acontecimento:

Decisão de não renovar com Bastos: "O clube não tinha interesse em renovar o contrato. Até porque, com toda sua experiência, ele não foi capaz de manter a titularidade mesmo disputando com jogadores da base. Além disso, percebi que a liderança, que antes ele exercia, passou a não ser uma liderança positiva."

Tentativa de mantê-lo no Vasco: "Eu até trabalhei para preservá-lo, para mantê-lo clube, entendo que ele poderia ser uma liderança positiva dentro do vestiário e para não criar um clima ruim no clube."

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Posicionamento de Sá Pinto: "Agora, o treinador não quis. Foi taxativo ao afirmar que não contava com ele. Quando o treinador chega a esse ponto, não é o presidente. É porque ele dentro de campo não se fez importante."

O Vasco da Gama joga hoje, pelo Cariocão 2021, contra o Macaé. A partida acontece às 18h.