Ex-número 1 do mundo, wrestler Giullia Penalber é esperança de medalha em Tóquio: ‘Cada luta é uma final’

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Giulia Penalber durante disputa no Pan de 2019. Foto: Alexandre Loureiro/COB
Giulia Penalber durante disputa no Pan de 2019. Foto: Alexandre Loureiro/COB

Giullia Penalber, 29, é no momento um dos principais destaques do wrestling (luta olímpica) brasileiro com grandes chances de se classificar para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Há pouco ocupava o primeiro lugar do ranking da entidade responsável mundialmente pelo esporte, a United World Wrestling (UWW), na categoria até 57 kg. Hoje é a quarta, posição consideravelmente alta.

Em seu currículo consta a vitória deste ano no campeonato Matteo Pellicone Ranking Series 2021, sediado em Roma na Itália. No ano passado, obteve ouro no Pan-Americano de Wrestling em Ottawa, Canadá. Em 2019, ficou com o bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, e em 2018 faturou a medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos em Cochabamba, na Bolívia.

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A lutadora é irmã do também renomado atleta Victor Penalber, destaque da seleção masculina de judô. Conhecida não só pela precisão de seus golpes, uma vez que é dotada de um estilo técnico, também é referência pela postura humilde. Em entrevista ao Yahoo Brasil fala sobre sua trajetória, o relacionamento fraternal com Victor, o trabalho que trouxe as conquistas recentes e as possibilidades de participar do maior palco do esporte mundial enquanto o mundo atravessa uma árdua pandemia.

Yahoo Brasil: Seu início foi no judô. Quais lições aprendeu nos tatames que carregou para o wrestling e para sua vida pessoal?

Giullia Penalber: No Judô aprendi os fundamentos básicos da maioria das técnicas que adaptei e utilizo atualmente no Wrestling. Além do mais, acredito que a filosofia do judô também me ajudou na minha formação como atleta e pessoa, me ajudando a utilizar valores como disciplina, hierarquia e persistência no dia a dia.

Você é irmã do judoca Victor Penalber. Como é a relação de vocês? Um ajuda o outro em sua trajetória profissional ou preferem manter cada um no seu caminho?

Temos uma relação muito próxima, desde pequenos íamos juntos aos treinos e ao colégio e por isso também fazemos parte do mesmo círculo de amizade. Cada um segue seu caminho, mas o outro está sempre lá apoiando e ajudando em todos os momentos.

Em 2020, você se tornou campeã Pan-Americana. Qual foi a estratégia empregada para obter este feito?

Minha estratégia foi apenas aplicar o que estávamos fazendo nos treinos. Meu técnico, Pedro Garcia, sempre viu em mim potencial de conquistar bons resultados, mas tínhamos que ajustar alguns detalhes que ele identificou e tem trabalhado muito nos treinamentos.

Você chegou a ser a primeira colocada do ranking mundial em sua categoria, até 57kg, hoje é quarta. Isso muda algo na sua mentalidade?

Fico muito feliz por sentir que o nosso trabalho está dando certo, porém essa posição não me classifica para os Jogos Olímpicos, então para mim não muda muito já que o principal objetivo continua sendo a conquista da vaga para Tóquio.

Esta posição foi obtida ao vencer o campeonato Ranking Series Mateo Pellicone 2021. Como avalia sua atuação ali?

Foi muito gratificante ver que o tempo de treino na pandemia foi proveitoso. Estava apreensiva em relação ao meu retorno aos campeonatos, e com um resultado tão positivo foi ótimo para saber que conseguimos evoluir apesar das dificuldades para manter o treinamento no último ano.

Giulia Penalber levou medalha de Bronze no Pan-2019. Foto: Alexandre Loureiro/COB
Giulia Penalber levou medalha de Bronze no Pan-2019. Foto: Alexandre Loureiro/COB

Quem acredita que serão suas principais rivais nos Jogos de Tóquio e quais são os pontos fortes delas?

Acredito que em Jogos Olímpicos não há adversárias mais ou menos difíceis, as atletas que se classificam passam por seletivas muito concorridas, e todas possuem experiências em grandes eventos, podendo ocorrer qualquer resultado. Penso que cada vitória é uma final que deixará mais próxima da medalha.

Como a pandemia tem afetado sua rotina de treinos?

Nas últimas semanas antes de vir para Bulgária estava fazendo PCR (teste para Covid-19 usando a saliva) praticamente toda semana, e seguimos alguns protocolos para seguir treinando. Para nossa maior segurança também, a melhor opção foi ter vindo realizar a preparação final por aqui, já que a situação está mais controlada do que no Brasil.

Outro reflexo da pandemia é o dano psicológico que tem trazido de uma forma coletiva. Como está sua preparação emocional considerando o cenário atual e que participará de uma das maiores competições esportivas?

Na situação que estamos atualmente não temos total controle de nada, porém acredito que devemos seguir as recomendações médicas, pensar positivo e continuar nesse "novo normal" para que os grandes eventos esportivos possam continuar ocorrendo.

A Confederação Brasileira de Wrestling está com nova gestão. O que espera para os próximos anos?

Espero que o nosso esporte tenha uma visibilidade maior para que seja conhecido por mais pessoas, e haja um crescimento do número de praticantes.

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