Ex-lateral-direito Zé Maria é homenageado pelo Corinthians com busto no Parque São Jorge

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Considerado um dos maiores símbolos de raça em campo na história do Corinthians, o ex-lateral-esquerdo Zé Maria foi homenageado pelo clube nesta quinta-feira com um busto inaugurado no Parque São Jorge. Desta forma, o ex-jogador de 72 anos foi eternizado como um dos grandes ídolos a receberem esta honraria, anteriormente concedida a Cláudio, Baltazar, Luizinho, Neco, Teleco, Rivellino, Sócrates, Wladimir, Marcelinho Carioca e Ronaldo Giovanelli.

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No evento de inauguração do busto, que contou com a presença de amigos de Zé Maria, dirigentes e ex-jogadores como Casagrande, Basílio, Wladimir, Biro Biro, Solito, Geraldão e Ataliba, o ídolo foi retratado na sua estátua com a camisa do clube ensanguentada. E isso inspirado no jogo emblemático que fez contra a Ponte Preta na final do Paulistão de 1979, quando pediu para seguir em campo para o médico do clube mesmo após sofrer um corte no supercílio.

O próprio Zé Maria, por sinal, vestiu na homenagem desta quinta-feira uma camiseta do Corinthians na qual as manchas de sangue foram pintadas em uma edição especial criada justamente para também homenageá-lo. E, emocionado, o ex-lateral fez vários agradecimentos no discurso que realizou durante o evento desta quinta-feira no Parque São Jorge.

- Não sei se vou conseguir encontrar palavras para agradecer isso tudo que estão me fazendo. Quero agradecer ao presidente, aos diretores, aos conselheiros do clube por estarem fazendo isso não só comigo, mas com outros jogadores do clube também, em vida. Demorou para para cair a ficha - afirmou o ex-jogador, que também fez questão de destacar que só conseguiu se tornar um grande ídolo do Timão graças à ajuda dos seus companheiros.

- Queria agradecer também às pessoas que estão próximas da gente, aos amigos, aos torcedores, aos colegas de profissão, porque se se estou aqui é por causa de vocês também, pois ninguém ganha nada sozinho. E vocês fizeram do Zé o Super Zé - completou o ex-atleta, que chegou a ser abraçado por Casagrande, ex-atacante e hoje comentarista da TV Globo, na homenagem.

O presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, fez um discurso na abertura do evento e também celebrou o fato de que o clube está conseguindo eternizar o jogador com este busto inaugurado no Parque São Jorge.

- É um prazer muito grande estar aqui hoje podendo fazer essa homenagem ao Zé Maria, o Super Zé, um cara que dentro de campo sempre mostrou o que é o Corinthians, o que é a força deste povo, o que é a raça, a entrega, a superação. Além de ficar imortalizado no coração de todos os corintianos, sem dúvida nenhuma. Eu o acompanhei primeiro quando o meu avô era diretor de futebol na época e depois com o meu pai. Eu tive o prazer de estar perto dele mesmo pequeno, e pude entender, acompanhar sua história e tudo o que ele representa para essa nossa nação - afirmou Duílio.

- Muito orgulho que hoje a gente presta essa homenagem ao Super Zé, imortalizando também aqui dentro do Parque São Jorge. Ele deixa uma história, uma trajetória de raça e de superação, que é a história do nosso clube e do nosso torcedor. Parabéns, Zé, é um prazer muito grande poder prestar essa homenagem a você - completou o presidente corintiano.

51 ANOS DA ESTREIA DE ZÉ MARIA

O Corinthians fez a homenagem ao ex-jogador exatamente 51 anos depois da estreia do atleta pelo Timão, ocorrida em 11 de novembro de 1970. O clube lembrou do fato em nota publicada em seu site oficial.

- Em jogo válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Timão enfrentou o Grêmio no Olímpico e acabou derrotado por 1 a 0. Porém, aquela partida foi o início da grande história que o ex-jogador teve na história do clube - destacou o Corinthians, que depois lembrou dos títulos que ele conquistou pela equipe.

- O Super Zé, como era apelidado, é o quarto jogador que mais vestiu o manto alvinegro com 598 jogos. Com apenas uma passagem, o jogador esteve presente de 1970 até 1983, marcou 17 gols e obteve conquistas importantes como quatro Campeonatos Paulistas (1977, 1979 e 1982/83) - completou.

Em seguida, o Alvinegro ressaltou que Zé Maria foi uma peça importante da equipe que conquistou o histórico título paulista de 1977, quando o Timão encerrou um jejum de quase 23 anos sem taças.

- Mais do que títulos e quantidade de jogos, Zé Maria fez parte do time que livrou o Corinthians de um jejum de conquistas. O ídolo alvinegro iniciou a jogada que resultou no gol do título do Paulistão 1977 marcado por Basílio e tirou o Timão de uma fila de pouco mais de 22 anos - lembrou o clube, se referindo ao fato de que o ex-lateral cobrou a falta da direita que depois acabou resultando no gol de Basílio, no Morumbi, contra a Ponte Preta.

- Sua raça e determinação ficaram marcadas na mente da Fiel Torcida. No primeiro jogo da final do Paulistão de 1979, novamente contra a Ponte Preta, o jogador teve um corte no supercílio e mesmo com a camisa ensanguentada, insistiu com o médico corintiano e voltou aos gramados com os aplausos dos torcedores alvinegros - encerrou o clube em sua nota oficial.

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