Ex-jogador Tinga nega presença no local do discurso de Jair Bolsonaro

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O discurso polêmico do presidente Jair Bolsonaro na noite de quarta-feira, 24 de março, em que questionou a validade das orientações médicas sobre a crise do coronavírus, pedindo que a vida do país volte ao normal, gerou muitas críticas da sociedade, autoridades sanitárias e políticas.

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O discurso teria sido produzido pelo seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro(PSC-RJ) com membros da assessoria do presidente, chamado de “gabinete de ódio”, segundo publicação da “Folha de S,Paulo”. Todavia, o chamou a atenção na matéria da Folha é ter a presença do ex-jogador de Cruzeiro, Grêmio e Internacional, Paulo César Tinga, no grupo de pessoas que estavam presentes na elaboração da fala de Bolsonaro no pronunciamento à nação.

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Tinga veio à público rechaçar a informação de que estaria próximo das pessoas que elaboraram o discurso do presidente, mas confirmou que esteve em Brasília uma reunião com Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, coincidentemente no mesmo dia da fala de Bolsonaro.

A pauta da reunião, segundo Tinga, era uma conversa sobre o futebol brasileiro e questões sociais, já que o ex-atleta tem trabalhos voltados para a área social do esporte.

Tinga emitiu uma nota à imprensa, explicando os motivos de estar em Brasília e ainda lamentou que não fora procurado para confirmar ou não se estaria no mesmo gabinete que o presidente.

O ex-meio de campo se notabilizou por atuações seguras dentro de campo mas também na luta contra racismo no futebol, sendo vítima do crime em diversas oportunidades quando era atleta de futebol.

Confira a nota na íntegra

Estou vindo a público para esclarecer sobre a notícia de que participei de uma reunião em Brasília para colaborar no discurso do presidente Jair Bolsonaro.
Há duas semanas recebi uma ligação do ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni que queria conversar sobre futebol e questões sociais. Nesse mesmo dia, Lorenzoni me convidou a ir à Brasília para ouvir minha opinião sobre o tema.

A reunião foi agendada para essa terça-feira, dia 24 de março. Ao término, o ministro me levou até ao gabinete da presidência da república para me apresentar ao presidente Jair Bolsonaro.

Nosso encontro não fazia parte da agenda da presidencial, muito menos para tratar de qualquer assunto de caráter oficial. Nos poucos minutos em que estive no gabinete, conversamos apenas sobre amenidades. Em instante nenhum foi sequer ventilado que o presidente iria fazer um pronunciamento à nação no período da noite.

A notícia que liga a minha pessoa ao conteúdo da fala do presidente Jair Bolsonaro não faz nenhum sentido. Lamento que o jornalista que veiculou a matéria não tenha me procurado para checar e/ou confirmar as informações.

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