Ex-gerente da base cobra R$ 2,5mi do Corinthians na Justiça

Fábio Barrozo foi demitido pelo Timão há 11 meses (Arquivo pessoal)

Em busca de justiça e para limpar seu nome. É desta maneira que Fábio Barrozo, gerente geral das categorias de base do Corinthians até abril do ano passado, justifica a decisão de processar o clube por direitos trabalhistas. O valor da causa: R$ 2,5 milhões. A ação foi impetrada no início deste ano, depois de algumas tentativas de reconciliação oficiosas. Em entrevista ao Blog, Barrozo fala da ação, jura inocência no Caso Allyson, que causou sua demissão, se defende da acusação a respeito de dois garotos contratados para a base sem autorização do técnico, revela vontade de voltar ao mercado… “Maycon, Arana, Léo Príncipe, Léo Santos, Marciel… todos esses atletas que estão no profissional hoje fizeram parte da base enquanto eu era o gerente geral. Sinal de que o trabalho foi bem feito. Fiquei quatro anos e ganhamos 32 títulos, com 21 jogadores promovidos ao time profissional”, afirma Barrozo.

BLOG: Por que você está processando o Corinthians?
FÁBIO BARROZO: Estou em busca de justiça e quero limpar meu nome. Todas as acusações contra mim são de cunho político. Também não entendo por que parte da imprensa continua me perseguindo mesmo 11 meses depois da minha demissão.

Quanto você cobra do Corinthians?
O valor do processo está em segredo de Justiça, assim como todo o conteúdo.

O que você tem a dizer sobre o Caso Allyson, que causou sua saída do clube?
A negociação era legal, tanto que o atleta continua no clube, com contrato de formação até novembro. Mas pessoas mal intencionadas distorceram a negociação entre o agente do atleta e o americano Nick Apariz, que estava adquirindo uma parte da procuração do atleta.

Mas você foi acusado de desvio de dinheiro.
Isso não tem fundamento, porque a parte vendida para o americano Helmut Niki Apaza não pertencia ao Corinthians, mas ao agente do atleta. E nem movimentou valores para o clube. Inclusive, estou processando o Niki, que fez a denuncia e desapareceu. O oficial de Justiça tentou por três vezes localizá-lo para notificar sobre a minha ação, mas não o encontrou.

Há especulações no Parque São Jorge de que você autorizou a contratação de Toni Mateus e João para o time sub-17, em 2015, depois da reprovação do treinador. É verdade?
Gerente cumpre ordens. Eu sempre cumpri ordens superiores.

O Mané da Carne era seu superior?
Instruído pelo meu advogado, não posso citar nomes.

Você já trabalhou desde que deixou o Corinthians?
Prestei consultoria ao Tigres por dois meses e, desde então, me encontro disponível no mercado. Tenho certeza de que logo estarei de volta, levando a mesma metodologia de trabalho introduzida por mim no Corinthians, que transformou o clube em um potência nas categorias de base.

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