Ex-coordenador da base do Avaí lembra de Raphinha: 'O mais talentoso'

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Raphinha tenta passar pela marcação colombiana (Lucas Figueiredo/CBF)

Raphinha é um dos nomes mais quentes no futebol brasileiro. Desde que chegou à Premier League, no Leeds, construiu bons números e boas participações em jogos decisivos. Aos 24 anos, foi convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez e não pode jogar, já que atletas da liga inglesa não puderam ser liberados em setembro.

Tite o chamou outra vez, agora em outubro, e suas duas entradas, contra Venezuela e Colômbia o credenciaram a uma vaga no time titular nesta quinta-feira (14), contra o Uruguai, na Arena da Amazônia. Para quem o acompanha desde o começo, como é o caso do ex-coordenador da base do Avaí, Diogo Fernandes, não há surpresa.

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Eles se conheceram em Imbituba, terra de Jorginho, do Chelsea. Raphinha já tinha andado por muitos campos de várzea no Brasil e o Avaí apostou em sua contratação. Foram três temporadas no sub-20 do clube e uma ascensão meteórica: adaptação no primeiro ano, gols e assistências no segundo e no terceiro.

"E tudo aconteceu tão rápido assim, o crescimento, a evolução, que ele nem chegou a jogar na equipe principal do Avaí. Depois das duas temporadas que ele foi muito acima da média, não só a nível de Santa Catarina, mas a nível nacional. Ele já era o jogador mais talentoso com quem eu trabalhei", lembra Diogo, por telefone.

Diogo lembra que a carreira de Raphinha deu uma guinada por conta da chegada de Deco ao seu estafe. Foi o brasileiro naturalizado português o responsável pela transferência de Raphinha ao Vitória de Guimarães e ao Sporting, em Portugal, depois ao Rennes, da França, e enfim ao Leeds, da Inglaterra.

"As características do Raphinha já são as vistas na TV. Ele é muito técnico, um para um de excelente nível, excelente beirada, que dá muita assistência, e além de dar muita assistência é um goleador nato, ele tem muita facilidade de fazer gols. Um menino completo. Fora do campo, um menino discreto, bem diferente do que ele é quando está jogando", diz.

Raphinha não queria ficar sem jogar

Raphinha também criou momentos inusitados em sua carreira. Por ter vindo da várzea, era um jogador que tinha a vontade de vencer tatuada em todos os seus jogos. Se estava ali, precisava ganhar. Precisou ganhar bastante.

Diogo lembra de uma partida entre Avaí e Chapecoense, na qual Raphinha era artilheiro da competição e responsável por fazer o gol daquele jogo. Só que, por uma ocasião, a vontade de vencer do menino quase atrapalhou o time. Ele e o lateral-esquerdo da equipe dividiram a bola com um marcador e…

"O lateral-esquerdo tinha amarelo no jogo. Como eles estavam no mesmo lance, o árbitro deu ao Raphinha. Só que o Raphinha ficou com raiva, chateado com o árbitro, e começou a gesticular e dizer ao árbitro que o cartão deveria ser dado ao lateral e não para ele. Eu estava bem perto do alambrado e chamei a atenção dele, depois, no intervalo, falei que ele tinha que ter aceito, porque ficaríamos com um jogador a menos. Ele virou e disse: "E esse cartão é meu terceiro, eu não jogo no próximo jogo". Para você ver… Ele queria jogar sempre porque era extremamente competitivo", conta.

Essa característica de Raphinha era o que mais chamava a atenção de Raphinha. Outro garoto formado naquela base do Avaí foi Gabriel Magalhães, do Arsenal, a quem Raphinha considera um irmão.

"Foram dois atletas que eu trouxe e hoje jogam a Premier League. Já jogaram contra, já fui questionado o que pensam dos dois. O Gabriel, por mérito dele, trabalho, dedicação, chegou mais longe do que eu imaginava. E o Raphinha, para mim, ainda vai mais longe do que ele já foi. Ainda não chegou no nível que eu imaginava lá atrás, mas vai chegar. Vejo o Raphinha no primeiro escalão europeu muito em breve".

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