Ex-CEO do Cruzeiro, Vittorio Medioli diz que falência pode ser decretada se não separar clube social do futebol

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Ou o Cruzeiro vira empresa e separar o futebol do clube social, ou terá de decretar falência. Assim que o ex-CEO da Raposa, o empresário Vittorio Medioli, definiu a situação do clube e um caminho para sair da maior crise dos 100 anos do time mineiro.

Medioli, que fez parte do Conselho Gestor em 2020, afirmou que o Cruzeiro tem de virar uma Sociedade Anônima para abrigar o futebol, separando-o do clube social, onde ficariam as dívidas. A outra solução é decretar falência, fazendo as dívidas sumirem, mas fazendo a equipe jogar a Série D do Campeonato Brasileiro.

Quando era CEO do clube, o empresário tentou implantar essas ideias , para aplacar as dívidas que superam mais de R$ 1 bilhão. Todavia, de acordo com Medioli , o conselho da Raposa descartou a ideia.

- Uma seria criar uma S.A., mantida pelos critérios de Sociedade Anônima, que já estão estabelecidas, e migrar o futebol para dentro da S.A.. É possível fazer uma cisão. E deixar no clube todas as dívidas, criando um fundo de credores. Esse bilhão se transformaria num fundo para pagar os credores. E a S.A. seria imediatamente e facilmente capitalizada e reservaria uma parte das suas receitas, das suas entradas, que iriam para pagar o fundo credor. Nesse momento era relativamente fácil de se fazer, não foi feito. De lá pra cá, houve mais uma degradação do Cruzeiro.Seria feito um pacto, um acordo, registrado em cartório, de pagar essas dívidas 10, 15, 20% da receita do clube de futebol-disse em entrevista à Rádio Itatiaia. que explicou em seguida sobre falir o clube para começar do zero.

- Outra coisa, a solução de falir o Cruzeiro, ninguém vai me dar nada. Se o Cruzeiro vai à falência, a dívida vai a 0. Só que tem que voltar à Série D. Ninguém quer voltar à Série D. Mas, entretanto, viver três, quatro anos nessa "pitimba", caindo todo ano, daqui a pouco vai para a Série D. Voltar para a Série D seria recomeçar da estaca 0. Teria que ter apoio da torcida O clube seria facilmente recapitalizado. Assim, se mantém a torcida, a tradição que o Cruzeiro tem. Todos os imóveis serão perdidos, mas você pode arrendar a Toca da Raposa II, fazer um contrato, até poder, depois, recomprar-disse.

O empresário afirmou que o sistema de clube de futebol não é mais sustentável e que a mentalidade do presidente Sérgio Santos Rodrigues e da atual gestão é ultrapassada.

- Eu não quero criticar a atual administração. O Sergio é uma pessoa bem-intencionada, montou um grupo bem-intencionado, mas ligado a uma mentalidade ultrapassada, do clube. O clube não é um ambiente sustentável.O sistema clube é falido no mundo inteiro-concluiu.

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