Ex-atacante Ewerthon revela proposta do Barcelona e vê semelhanças com estrela do PSG

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DORTMUND, GERMANY - APRIL 03:  1. Bundesliga 04/05, Dortmund, 03.04.05; Borussia Dortmund - Hertha BSC Berlin; Jubel zum 1:0 EWERTHON/BVB  (Photo by Lars Baron/Bongarts/Getty Images)
Revelado pelo Corinthians, Ewerthon fez bastante sucesso com a camisa do Dortmund (Foto: Lars Baron/Bongarts/Getty Images)

Um currículo recheado de clubes grandes, com passagens por Palmeiras, Corinthians e principalmente Borussia Dortmund, onde foi ídolo ao conquistar o Campeonato Alemão de 2001/2002 em uma reta final emocionante, tendo o enorme carinho do torcedor por ter feito na última rodada o gol do título daquele campeonato tão difícil, que era liderado pelo Bayer Leverkusen que tinha uma vantagem de cinco pontos sobre o Dortmund faltando três rodadas para acabar, mas que acabou como o sexto título nacional dos aurinegros, impedindo a inédita conquista do Leverkusen.

Mesmo em um período de forte concorrência o ex-atacante teve suas chances na seleção brasileira, o primeiro treinador a te convocar foi Emerson Leão, que em abril de 2001 colocou Ewerthon para ser a dupla de ataque titular junto com Romário no empate em 1 a 1 com o Peru pelas Eliminatórias para a Copa. Hoje com 40 anos, o paulistano concedeu entrevista exclusiva ao Yahoo Brasil e revelou até proposta do Barcelona.

Yahoo Brasil: Na sua carreira, qual título nacional você considera mais importante, o Brasileirão conquistado pelo Corinthians ou o Campeonato Alemão conquistado pelo Borussia Dortmund? Por quê?

Ewerthon: Todos os campeonatos que eu conquistei são os mais importantes. Ser campeão duas vezes do Brasileirão, duas vezes do Paulista e Mundial aqui dentro do Brasil é muito gratificante, e o título do Alemão na minha carreira foi importantíssimo e marcou bastante por ser da forma que foi e eu ter sido o jogador premiado em fazer o gol do título, ficando marcado toda minha carreira e história dentro do Borussia Dortmund.

Revelado pelo Corinthians e campeão pelo clube, você decidiu em 2010 jogar pelo maior rival, o Palmeiras. O que te levou a tal decisão? Recebeu muitas críticas por parte da torcida corinthiana?

Eu cheguei no Corinthians com 7 anos, passei por todas as categorias de base e joguei 12 anos no clube até ir embora para a Alemanha e viver 11 anos na Europa. Quando eu recebi a proposta do Palmeiras eu tinha vontade de voltar para o futebol brasileiro e principalmente para a minha cidade, nisso eu não tive nenhuma proposta do Corinthians e acabei voltando para jogar no Palmeiras, que foi uma decisão que agradeço muito ao clube e agradeço por ter jogado no Palmeiras. A questão da torcida corinthiana é normal por ter sido um jogador que marcou uma história dentro do clube, por ter nascido no Corinthians e voltar pro rival, claro que o torcedor corinthiano não vai entender, e naquele momento não entendeu, mas é o meu trabalho, nós que fomos jogadores de futebol não podemos pensar no clube do coração e sim na profissão, eu tive a oportunidade de passar no Palmeiras e agradeço muito.

Você chegou a jogar pela seleção brasileira algumas vezes durante a carreira, porém tinha uma concorrência pesada na sua posição de gigantes como o Ronaldo, por exemplo. Você acha que se fosse nos tempos de hoje, teria mais chances com a amarelinha?

Na época que joguei na seleção a concorrência era enorme, era Ronaldo, era Romário, grandes atacantes, e tive a felicidade de poder compartilhar vestiário e jogar ao lado deles. Nos tempos atuais, eu não gosto de comparar a época que joguei, hoje o futebol é diferente, tem menos espaços, é mais dinâmico e infelizmente a qualidade técnica caiu bastante.

Os alemães são conhecidos por serem um povo frio, mas quando gostam de alguém são muito calorosos. Como é a sua relação hoje com a torcida do Dortmund? E nos tempos de jogador como era?

O alemão é um povo frio, é a característica deles e isso é uma coisa normal da cultura, tenho amigos alemães até hoje, é um povo bem correto e centrado. Fico feliz com isso, com a torcida do Borussia com o clube, minha relação com eles é maravilhosa, é fundamental isso, depois de tantos anos que passei no Borussia minha história continua, o meu carinho por eles e deles por mim, isso é o mais importante. Nós temos o nosso projeto de Legends do Borussia Dortmund, que eu faço parte, sou um dos pioneiros junto com o Amoroso, Dedê, Evanílson e Júlio César, sempre estamos em contato, indo pra Alemanha e diversos países para representar o clube.

A Muralha Amarela, como é conhecida a torcida do Borussia, é dita por muitos como uma torcida que faz uma das festas mais bonitas no estádio, das torcidas que você jogou a favor e contra, é a melhor? Se não for qual é?

É uma torcida impressionante, sempre o estádio está com 84.500 pessoas em todos os jogos dentro de casa e é uma festa maravilhosa, ter participado e visto ao vivo, ter jogado e levado alegria fazendo gols, é claro uma torcida que está no meu coração e é apaixonante. Só que eu sempre digo, a torcida corinthiana também é apaixonante, então as duas torcidas pra mim são as que mais fazem festa, mais torcem e que eu tive a felicidade de ver tudo isso ao vivo.

Em todos esses anos de carreira quem foi seu melhor companheiro de ataque e por quê?

Eu sempre joguei com atacantes bons, tive essa felicidade, mas eu sempre digo que o melhor atacante que jogou comigo, que fez uma grande dupla e que criou uma amizade muito grande, somos amigos até hoje, é o Amoroso. Ele jogava muito, é um cara sensacional e fizemos durante 3 anos uma dupla de ataque muito boa no Borussia Dortmund.

Hoje em dia, considerando seu estilo de jogo e posição, qual jogador mais se assemelha a você no auge? Por quê?

Hoje pela semelhança que eu vejo da forma que ele joga, pela velocidade e agressividade que ele tem dentro de campo, pegando a bola e indo pra cima, é um jogador também que faz muitos gols, eu também fazia muitos gols, é o Mbappé, pela característica de ser um jogador rápido e inteligente, e era a forma que eu jogava.

Tem algum clube que você gostaria de ter jogado durante a carreira que você não teve a oportunidade? Qual é e por quê?

Claro, sempre há um clube que temos vontade de jogador e na minha época era o Barcelona, tive muitas sondagens deles e tive até uma proposta, mas o Zaragoza acabou não me vendendo, então não consegui realizar esse sonho, eu iria jogar nesse grande time que era conduzido pelo Ronaldinho.

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