Evolução dos jovens do Vasco indica que, apesar da derrota e mesmo sem gols, há o que se tirar de positivo

Felippe Rocha
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O técnico Diogo Siston acertou nas alterações. O Vasco fluiu melhor e fez mais com a escalação deste sábado. Miranda também acertou: apesar da atuação, é preciso vencer. É duro para a torcida conviver com duas derrotas seguidas, e para times pequenos, logo após um rebaixamento. É duro. Mas é preciso separar o joio do trigo.

O ditado que diz "nas derrotas é que se aprende" é uma quase balela. Alguém discorda de que é possível e muito melhor aprender vencendo? Pois bem. A juventude vascaína está sendo colocada no meio do fogo cruzado de pressão e responsabilidade por tudo que vem acontecendo. É preciso dosar quando se analisa.

É preciso dosar que, assim como a Portuguesa, o Volta Redonda é outro time que promete ser dos melhores do Campeonato Carioca. É preciso entender que há diferenças físicas importantes entre um time com média de 20 anos e outro com jogadores de 34, como João Carlos.

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Não é o caso, nem é preciso passar a mão na cabeça de Ulisses. Ele mesmo admite ter errado. Mas se há um sentimento geral de que houve evolução de um jogo para o outro... se o destaque da partida foi o goleiro do Volta Redonda... se o risco foi calculado, a derrota tem de ser absorvida com frieza.

Claro que falo, acima, dos conceitos internos do clube. A torcida tem todo direito de se indignar com dois jogos seguidos sem fazer gol. Vale a reflexão, mas quem sou eu.

Seja como for, o laboratório anterior a Marcelo Cabo assumir a equipe de vez deixa lições. Deixa também aprendizado aos jovens. Mesmo que tenham que aprender na derrota.