Evolução da covid-19 gera 'grave preocupação' em 23 países da UE

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Mulher de máscara passa na frente de um 'pub' fechado, 21 de outubro de 2020, em Dublin, Irlanda
Mulher de máscara passa na frente de um 'pub' fechado, 21 de outubro de 2020, em Dublin, Irlanda

A evolução da pandemia da covid-19 está gerando, neste momento, uma "grave preocupação" em 23 países da União Europeia (UE), assim como no Reino Unido - aponta a última avaliação de riscos da agência sanitária europeia divulgada nesta sexta-feira (23).

À exceção de Finlândia, Chipre, Estônia e Grécia, todos os países da UE entram agora nesta categoria, frente aos sete de há um mês, informa o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças (ECDC).

O atual avanço da pandemia nos países europeus "coloca um problema significativo de saúde pública, com a maioria dos países em situação epidemiológica muito preocupante", afirmou a diretora do centro de Estocolmo, Andrea Ammon, em um comunicado do ECDC.

"Os impactos em termos de pressão sobre os serviços de saúde e mortalidade são cada vez mais evidentes. Com níveis elevados de transmissão, a proteção de indivíduos vulneráveis se torna mais difícil e é inevitável que um número maior deles contraia formas graves" da doença, continua Andrea.

Desde agosto, as taxas de testes positivos têm crescido de maneira constante na União Europeia, um sinal de que as infecções estão em alta e que não pode ser explicado pelo maior número de exames realizados, afirma a agência europeia, que abrange os países da UE e do Espaço Econômico Europeu.

"É necessária uma forte ação de saúde pública para reverter o risco iminente de ver os sistemas de saúde sobrecarregados e incapazes de oferecer uma atenção de qualidade", alerta Ammon.

Atingida diretamente por uma segunda onda do novo coronavírus, a Europa é o novo epicentro da pandemia. Este quadro obrigou os governos a imporem novos confinamentos e medidas como toque de recolher em vários países. 

No final de setembro, a avaliação do ECDC colocava sete países do bloco em uma situação de "grande preocupação", mas a maioria dos demais membros da UE já estava prestes a entrar nessa categoria.

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