Evo Morales se solidariza com Messi e critica suspensão da Fifa

O presidente boliviano Evo Morales, em Orinoca, em 2 de fevereiro de 2017

O presidente da Bolívia, Evo Morales, cujo país recebe nesta terça-feira a Argentina pelas eliminatórias sul-americanas, criticou a suspensão imposta pela Fifa ao craque Lionel Messi por ter insultado um juiz de linha durante partida contra o Chile.

Para o mandatário boliviano, a vítima do caso foi Messi, que teria sofrido uma falta de um jogador chileno durante a partida que não foi marcada pelo árbitro.

"Não concordo com a punição contra a Argentina. Conheço um pouco de futebol, a falta foi em #Messi. Minha solidariedade com o melhor jogador do mundo", escreveu Morales na rede social Twitter. Atualmente, o presidente boliviano se encontra em meio a um tenso impasse diplomático com o vizinho Chile.

A Fifa deu, nesta terça-feira, um duro golpe nas pretensões da Argentina de se classificar à Copa do Mundo da Rússia-2018, suspendendo por quatro rodadas a Messi por insultar um juiz de linha.

Com isso, a Argentina ficará sem seu principal jogador e capitão para o confronto desta terça contra a Bolívia, em La Paz. Messi será substituído no time titular por Angel Correa, do Atlético de Madri.

Na partida contra o Chile, Messi não foi advertido pelo árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci e não foi dedurado pelo juiz de linha, mas a Fifa analisou as imagens pós-jogo e constatou o insulto proferido pelo jogador: "Tomátela, la c.. de tu madre" ('Vai se foder, filho da puta', em tradução livre).

Quatro dias depois da partida, a Fifa suspendeu Messi por pronunciar "palavras injuriosas" ao árbitro de linha.

"Ele foi punido porque leram seus lábios", lamentou o presidente interino da Federação Argentina, Armando Pérez, ao anunciar que a entidade irá recorrer da punição.