Evan Rachel Wood acusa Marilyn Manson de abuso: "homem perigoso"

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Marilyn Manson and Evan Rachel Wood (Photo by Eric Charbonneau/WireImage for Disney Pictures)
Marilyn Manson e Evan Rachel Wood (Photo by Eric Charbonneau/WireImage for Disney Pictures)

(Alerta de gatilho: estupro, tortura, violência psicológica) A atriz Evan Rachel Wood usou a sua conta no Instagram para fazer uma denúncia contra Marilyn Manson, músico com quem manteve relacionamento entre 2007 e 2010. Ela o acusa de abuso físico e psicológico e o chamou de "homem perigoso".

"O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido pelo mundo como Marilyn Manson", escreveu ela. "Ele começou a me aliciar quando eu era adolescente e abusou de mim de forma terrível durante anos."

A atriz, atualmente vivendo a protagonista Dolores Abernathy da série “Westworld”, da HBO, continuou: "Eu passei por uma lavagem cerebral e fui manipulada para ser submissa. Eu cansei de viver com medo de retaliações, calúnias ou chantagens", disse ainda.

"Estou aqui para expor esse homem perigoso e alertar as várias indústrias que lhe deram poder, antes que ele destrua mais vidas. Eu estou ao lado das várias vítimas que não se silenciarão mais", finalizou.

Nos stories da sua conta, Rachel Wood ainda compartilhou depoimentos de outras mulheres que também denunciam o roqueiro por violência física ou psicológica. Uma delas, Ashley Walters, o acusa de tortura.

"Ele era extremamente interessado no controle da mente, táticas de tortura [por exemplo: diferentes frequências sonoras que mudavam seu humor ou te deixavam enjoada], e dispositivos de espionagem para usar em manipulações e chantagens", disse Walters.

"Eu era ameaçada se ele não estivesse contente comigo ou era obrigada a realizar tarefas impossíveis para que ele continuasse me repreendendo. Às vezes eu não tinha permissão para sair de lá durante dias, às vezes eu não tinha permissão para dormir", continuou.

Primeiro depoimento de Rachel Wood

Rachel Wood tem se posicionado de forma contundente contra a violência contra a mulher nos últimos anos. Apesar de se posicionar muitas vezes como "sobrevivente de estupro", como escreveu em artigo para a Rolling Stone em 2016, ela nunca havia citado o nome de Manson em uma denúncia do tipo publicamente.

Em 2019, a atriz foi determinante para a criação do projeto de lei Phoenix Act, que aumentou de três para cinco anos o prazo para que mulheres façam denúncias de violência doméstica na Califórnia, nos Estados Unidos. Em discurso no Congresso americano, ela falou sobre a sua experiência em um relacionamento abusivo.

“Reuni coragem para sair várias vezes, mas ele ligava para minha casa incessantemente e ameaçava se matar. Em uma ocasião, voltei para tentar acalmar a situação, ele me encurralou em nosso quarto e me pediu para ajoelhar. Em seguida, ele me amarrou pelas mãos e pelos pés", afirmou Wood.

"Uma vez que fui contido, ele me bateu e chocou partes sensíveis do meu corpo com um dispositivo de tortura chamado varinha violeta. Para ele, era uma forma de provar minha lealdade. A dor era insuportável. Parecia que deixei meu corpo e uma parte de mim morreu naquele dia", relembrou.

Até o momento, Marilyn Manson não se pronunciou sobre as acusações.

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