Eufórico, Abel Braga descreve decisão da Taça Guanabara como jogo "fabuloso"

Depois da vitória do Fluminense, nos pênaltis, sobre o Flamengo, o técnico Abel Braga demonstrou toda a alegria e agradecimento aos seus jogadores ainda na beira do campo. O treinador que voltou ao time Tricolor no início deste ano ressaltou o espírito de luta na equipe.

Na entrevista coletiva, ainda bastante eufórico, Abel destacou o clássico fabuloso realizado pelas duas equipes.

Henrique - Flamengo x Fluminense - Taça Guanabara - 5/03/2017


(Foto: Nelson Perez / Fluminense / Divulgação)

"Se for falar muito desse jogo, não vamos conseguir dizer o que aconteceu. Foi fabuloso, uma final surreal. Placar de 3 a 3 e as duas equipes atacando. Fora de campo as coisas correram bem, creio eu. Que sirva de exemplo. Não é necessário matar, brigar. É necessário torcer, apoiar. Hoje as equipes deram uma grande demonstração dentro de campo. As torcidas também. Mas eu me sinto pequeno pra dizer o que aconteceu no campo, foi simplesmente fantástico".

Abaixo, confira os principais trechos da entrevista coletiva:

Montagem do time

"Gosto de chegar às duas quando o treino é às quatro. Sinto um orgulho formidável de trabalhar com esse grupo. Eles treinaram depois da viagem por vontade própria. Não sou mentiroso. Onde ia, não prometia nada. Agora, que ia ter alma de guerreiro, ia ter. As dificuldades são sempre grandes mas está resgatada a confiança. Vinha de uma maneira que não era real, por aquilo que aconteceu ano passado. Como consegue confiança? Só com trabalho. E isso só acontece com verdade. Falei isso pro grupo na palestra antes do jogo. O clube foi verdadeiro e muito claro por saber que não teria condições de contratar e que existiam jogadores dentro do plantel. Os jogadores com contrato foram 100% respeitados pelo clube. Para ver que não tem mentira, o Pierre jogou a final. Osvaldo já jogou, Gum ainda não porque fez cirurgia. Danilinho também está machucado. Nós estamos previnidos e precavidos da derrota, do insucesso, mas queira ou não, terminamos de forma sensacional. Objetivo cumprido, duas classificações na Copa do Brasil e um título invicto. Não esperava tomar gol mas valeu a pena".

Ausência do Scarpa

"Soube que Scarpa não ia jogar na quarta-feira. Ele queria, mas não é assim. Falei pro médico: não adianta fazer esforço surreal porque não vai estar 100%. Era o pé direito, pé de apoio. O problema dos três atacantes era esse, saber que a perda de bola é mortal. Fico feliz porque 'sacrifiquei' muito o Richarlison e o Wellington, mas acima de tudo o Sornoza. Eles rodaram, rodaram, mas não conseguiram entrar. Estou muito feliz, os jogadores compraram a ideia".

Penaltidades

"O Marquinho foi o que bateu pior nos treinamentos, mas confiei na experiência dele. Teve mérito muito legal do Júlio, começou o ano na reserva e posso garantir que toda admiração que tenho pelo Cavalieri que agora tem luta, tem sombra. E não é pequena".