EUA voltam a bombardear Iraque e enviam 3 mil soldados ao Oriente Médio

Muçulmanos xiitas protestam morte de Qassem Soleimani no Iraque. Foto: AP/Khalid Mohammed
Muçulmanos xiitas protestam morte de Qassem Soleimani no Iraque. Foto: AP/Khalid Mohammed

A escalada na tensão entre Estados Unidos e Irã prosseguiu neste sábado (4) com um novo ataque aéreo americano contra um comandante de uma milícia iraquiana pró-Irã, Hashd al-Shaabi, no norte de Bagdá. O bombardeio foi realizado pouco antes enterro do general Qasem Soleimani, morto na véspera por um drone americano.

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Além disso, os Estados Unidos vão enviar um contingente adicional de 3 mil soldados para o Oriente Médio como uma medida de precaução. A morte de Soleimani deixou a região em alerta, com promessas de vingança vindas do Irã e tensão em países aliados dos EUA, como Israel.

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Há "mortos e feridos" no bombardeio aéreo no norte de Bagdá deste sábado contra um comboio das Forças de Mobilização Popular (Hashd al-Shaabi), informou um policial à agência AFP.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revelou nesta sexta-feira (3) que a Força de Resposta Imediata da 82ª Divisão Airbone, sediada no Fort Bragg, na Carolina do Norte, será enviada para o Kwait.

O Pentágono disse anteriormente que aproximadamente 750 soldados seriam imediatamente enviados ao Oriente Médio à medida que a manifestação contra a embaixada dos EUA em Bagdá se tornou violenta durante a última semana, antes dos bombardeios de quinta.

A administração de Donald Trump tem repetidamente enviado membros da Forças Armadas dos EUA ao Oriente Médio desde maio citando como justificativa supostas ameaças do Irã. O número de soldados em atuação na região atualmente é de cerca de 14 mil.

Analistas dizem que ao aumento nas tropas e novos bombardeios no Iraque podem incendiar as já tensas relações entre os EUA e o Irã.

Com AFP e Agência Brasil.

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