EUA e País de Gales estreiam na Copa com empate em 1 a 1

Em seu primeiro jogo de Copa do Mundo desde 1958, País de Gales empatou nesta segunda-feira em 1 a 1 com os Estados Unidos no Catar graças a um gol de pênalti de Gareth Bale na reta final da partida.

Bale empatou o confronto aos 82 minutos, depois de o jovem Tim Weah, filho do lendário ex-jogador e atual presidente da Libéria, George Weah, abrir o placar aos 36 no estádio Ahmad Bin Ali.

Ambas as equipes somam um ponto no Grupo B, atrás da líder Inglaterra, que mais cedo goleou o Irã por 6 a 2.

A promissora nova geração de jogadores americanos, que também estrearam em um Mundial depois da ausência em 2018 na Rússia, foi muito superior no primeiro tempo, mas acabou sucumbindo à pressão exercida pelos galeses na segunda etapa.

O time de Gales sai com um empate no dia mais esperado para a melhor geração de sua história, capaz de levar o país a duas Eurocopas e ao seu segundo Mundial.

Apesar de pouco ter atuado nos últimos meses, Gareth Bale se dedicou na defesa e no ataque e voltou a ser o talismã da equipe.

Cobrindo de vermelho metade das arquibancadas, os milhares de apaixonados torcedores galeses aproveitaram uma emocionante prévia do jogo cantando o hino nacional, que não ouviam na Copa há 64 anos.

Quando a bola rolou, no entanto, a atmosfera criada pela torcida de Gales esfriou rapidamente sob o domínio absoluto dos americanos.

Com a segunda média de idade mais baixa no Catar, o time dos EUA não só quer ganhar experiência para o Mundial que irá sediar em 2026, mas também quer deixar sua marca com o talento da nova geração liderada por Christian Pulisic (Chelsea).

Com seu habitual 4-3-3, os jogadores do técnico Gregg Berhalter encurralaram um adversário que, consciente de suas limitações técnicas, se fechou à espera de uma chance de bola parada ou de acionar Bale, que observava o jogo isolado na ponta direita.

Antes dos dez minutos de jogo, Gales se salvou em uma dupla oportunidade dos americanos.

Primeiro com um cruzamento de Weah que Joe Rodon cabeceou contra o próprio gol, com a sorte de a bola ter ido na direção do goleiro Wayne Hennessey.

A mesma jogada terminou com outro lançamento na área galesa que Josh Sargent mandou de cabeça na trave.

Os EUA continuaram pressionando e, após uma bola lançada por Sergiño Dest, encontraram o primeiro gol em uma ação iniciada por Pulisic no meio-campo.

O ponta do Chelsea deixou para trás seus marcadores e fez um belo passe para Weah, que tocou na saída de Hennessey para abrir o placar.

Aos 22 anos, o atacante do Lille comemorou seu gol em um dos poucos palcos do futebol que não teve a presença de seu pai George Weah, único africano ganhador da Bola de Ouro, que nunca conseguiu classificar a Libéria para uma Copa do Mundo.

- Ataque aéreo -

Atrás no placar, País de Gales se viu diante do pior cenário possível, forçado a subir suas linhas e ceder espaços aos velozes pontas americanos.

Rob Page, técnico que substituiu Ryan Giggs após as acusações de violência doméstica, colocou em campo o gigante Kieffer Moore (1,96m de altura) e ordenou um bombardeio sobre a área dos EUA.

Ben Davis esteve a ponto de aproveitar um desses cruzamentos, mas sua cabeçada à queima-roupa foi defendida de forma espetacular pelo goleiro Matt Turner.

Segundos depois, Moore assustou de novo os americanos com outra finalização de cabeça que passou por cima do travessão.

A sorte sorriu para o time galês em uma ação precipitada do zagueiro Walker Zimmerman, que derrubou Bale por trás dentro da área.

A oito minutos do fim do tempo regulamentar, o ex-jogador do Real Madrid empatou cobrando pênalti e fez a torcida galesa explodir de alegria.

Gregg Berhalter fez várias mudanças no time dos EUA, mas os americanos não conseguiram o gol da vitória.

Na sexta-feira, os galeses enfrentarão o Irã pela segunda rodada do Grupo B, enquanto os EUA encaram a Inglaterra no mesmo dia.

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