'Eu fiquei com medo de ser linchado', diz Marcinho sobre atropelamento que deixou dois mortos

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O lateral-direito Marcinho, ex-Botafogo, contou em uma entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, que não prestou ajuda ao casal de professores que atropelou no dia 30 de dezembro porque "estava muito assustado" e "com medo de ser realmente linchado". O jogador também afirmou que não consumiu bebida alcoólica antes do acidente.

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- Eu fiquei com medo de ser realmente linchado. Eu estava muito assustado, muito assustado. Muito vidro no olho, o carro todo quebrado, o vidro na minha cara, você entra em choque. Eu tenho a dizer que eu não ingeri bebida alcoólica - explicou o lateral. Já Márcio Albuquerque, o advogado das vítimas, diz não entender o depoimento de Marcinho.

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- Eu não entendi no depoimento dele, porque ele diz que já estavam juntando pessoas, mas como juntando pessoas, se ele nem parou o carro? Então como é que ele viu que estavam juntando pessoas? - questionou o advogado.

O delegado do caso, Alan Luxardo, também compactou com o advogado das vítimas e não deu credibilidade para o depoimento de Marcinho. A perícia já desmentiu uma das primeiras defesas do atleta, que havia afirmado estar dentro do limite de velocidade da pista.

- Ele alegou que estava numa velocidade aproximada de 60 quilômetros por hora. Nós já constatamos que houve uma velocidade acima do limite daquela região, de tráfego, seja pelo impacto ocasionado na vítima, que ela foi projetada a uma distância aproximada de 50, 60 metros e fazendo uma comparação com as avarias do veículo, nós, através de uma equação, chegamos a uma determinada velocidade que o veículo estava - explicou o delegado.

O casal de professores, Alexandre e Maria Cristina, foram atropelados na orla do Recreio, bairro do Rio de Janeiro, quando estavam a caminho da praia para fazer uma oferenda à Iemanjá, como faziam todo ano. Alexandre morreu na hora e Maria Cristina chegou air para o hospital, mas não resistiu.

Marcinho foi indiciado por duplo homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e pode ter sua pena aumentada por não ter prestado socorro, caso seja julgado como culpado.

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