Etiene pede calma para crise da CBDA não atrapalhar atletas

Atualmente um dos maiores nomes da natação, a pernambucana Etiene Medeiros foi a primeira nadadora brasileira a conquistar uma medalha em campeonatos mundiais, com a prata nos 50m costas em Kazan, 2015. Atleta do Sesi, de São Paulo, a nadadora “vê uma luz no fim do túnel” em relação a toda a crise que vem acometendo a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

“A gente sabe que nosso esporte olímpico está em uma crise. Eu falo, o Arthur Zannetti fala. A gente fica preocupado porque não quer regredir, nosso foco é progredir, ter mais medalhas daqui quatro anos. Vejo uma luzinha no fim do túnel e torço para que toda essa crise passe. Tem que ter um pouco de calma, tentar bloquear isso nos treinos porque meu objetivo é estar em 2020”, afirmou Etiene com exclusividade à Gazeta Esportiva nesta terça-feira.

Como resposta a crise da entidade, nesta segunda-feira, Gustavo Borges, Cesar Cielo e Thiago Pereira – três dos maiores nadadores da história do país – publicaram uma carta aberta com uma sugestão de modelo de governo para a CBDA. “Pessoas que vão neste caminho do correto, eu apoio. Tenho certeza que foi uma carta transparente. Por mais que a gente esteja em uma situação péssima, temos que pensar em como solucionar”, disse.

Na última semana, a nadadora e os demais atletas do Sesi, tanto já profissionais quanto das categorias de base, participaram do Grand Prix de Mesa, no Arizona, como preparação para o Troféu Maria Lenk, realizado entre os dias 2 e 6 de maio.

“Acabamos de chegar do Arizona, foi nosso pontapé para o ciclo olímpico. Faltam menos de 4 anos então a gente tem que se planejar, se mexer. O Maria Lenk é a última seletiva para o Mundial. A gente sabe o quanto vai ser difícil, só os oito melhores pelo índice técnico, mas estou apostando todas minhas fichas nos 50 metros livre”, garantiu a atleta de 25 anos.

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Para o Mundial desse ano, apenas os oito melhores atletas no índice técnico em provas olímpicas irão representar o Brasil nas piscinas de Budapeste, na Hungria, no segundo semestre de 2017.

Oitava colocada da prova dos 50 metros nado livre no ano passado, Etiene foi a única brasileira, entre outros oito atletas, a chegar em uma final nas Olimpíadas do Rio 2016. “Foi uma mistura de emoções. Minha prova dos 100m costas não foi como planejei, mas consegui levantar para nadar os 50m livre e fiquei muito feliz. Gostaria de ficar mais próxima, mas foi o máximo que pude dar naquele momento. Hoje tenho uma bagagem muito grande e sei que sou exemplo para a garotada. Resumo 2016 como muito positivo e isso me motiva para o ciclo que está se iniciando”, completou.

*Especial para a Gazeta Esportiva