Estudo aponta que 30% dos atletas de MMA lutam 10% acima do limite de sua categoria

Johny Hendricks é um dos atletas que tem dificuldades para bater o peso - Diego Ribas

A Comissão Atlética da Califórnia realizou um estudo sobre o corte de peso dos atletas de MMA que traz novidades interessantes sobre o tema. Aproximadamente 30% dos atletas testados subiram no octógono com mais de 10% daquilo que eles registraram na pesagem oficial, no dia anterior. Os números foram divulgados pelo site ‘MMA Fighting’.

O estudo acompanhou 82 atletas que atuaram no Estado da Califórnia entre 2016 e o primeiro trimestre de 2017. A ideia é comparar quanto de massa cada lutador ganha entre o dia da pesagem e algumas horas antes de subir no octógono, como forma de entender melhor o atual cenário do esporte em um tema tão delicado.

De acordo com Andy Foster, executivo da entidade, são dois os maiores problemas encontrados. O primeiro é que os atletas estão se desidratando cada vez mais para atingir a marca exigida. O outro fator é que alguns atletas estão entrando no octógono com um peso muito acima do que o de sua categoria, o que gera uma desigualdade física com o oponente.

A pesquisa apontou que 29,3% dos lutadores testados ganharam mais de 10% do seu peso corporal entre a pesagem e o momento da luta. Mas, se considerada a marca de 8%, esse número dispara para 45,1% dos atletas em questão. Um dos competidores, que não teve o nome revelado, chamou a atenção  dos responsáveis pelo levantamento por subir incríveis 26,4 pounds (12 kg) em pouco mais de 24h.

De acordo com a pesquisa,todos os atletas que ganharam 8% ou mais de seu peso eram da divisão dos meio-médios (77 kg) ou abaixo, exceto um que compete entre os médios (84 kg).

A ideia de Foster em seu plano para combater o corte excessivo de peso apresentado para a Comissão Atlética da Califórnia é que o aumento não possa ser de 8% do limite de peso da categoria. Caso algum lutador ultrapassasse esse número ele seria automaticamente obrigado a mudar de divisão em seu próximo combate.