Estudantes negros de medicina visitam antiga fazenda de escravos: 'resiliência ancestral'

Para os estudantes, a foto representa o avanço da luta pela diversidade racial no país (Foto: Reprodução/Instagram)
Para os estudantes, a foto representa o avanço da luta pela diversidade racial no país (Foto: Reprodução/Instagram)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Foto do grupo vestindo jalecos no local viralizou nas redes sociais

  • ‘Somos os sonhos mais ferozes dos nossos antepassados’, escreveu estudante

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Uma foto de estudantes negros da Faculdade de Medicina da Universidade de Tulane (Nova Orleans, EUA) viralizou nas redes sociais. O motivo: eles foram até uma antiga fazenda de escravos na região para posarem com seus jalecos.

O grupo de estudantes explica que a imagem é um símbolo de “resiliência ancestral”. Na imagem poderosa, quinze jovens erguem um punho fazendo o famoso sinal usado por movimentos por direitos civis no mundo todo.

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A fazenda conhecida como Plantação Whitney fica no estado da Louisiana e hoje abriga um museu. Quem propôs a foto foi o estudante Russell Ledet, que disse à revista People que a ideia surgiu de uma conversa com a sua filha:

"Minha filha de 8 anos disse: 'Pai, significa muito ser um médico negro na América. Se você pensa sobre onde começamos... chegamos longe. Eu fiquei tipo 'Você está certa, acho que mais de nós devemos ver isso.”

Russell, então, reuniu os colegas dizendo que a imagem representaria "a conexão entre o passado e o presente da América", além de promover a união entre os alunos prestes a entrarem em uma carreira que, segundo ele, carece de diversidade.

Sydney Labat, uma das estudantes na foto, escreveu uma legenda emocionante em ao postar a imagem seu perfil no Instagram. Ela usou hashtags como #JalecosBrancosMédicosNegros e #DiversidadeNaMedicina:

“Realmente somos os sonhos mais ferozes dos nossos antepassados. Como médicos em formação, pisamos nos degraus do que um dia foi a senzala de nossos ancestrais. Foi uma experiência muito poderosa, e fez lágrimas brotarem em meus olhos. Aos negros seguindo uma carreira em medicina, continuem. Para toda a nossa comunidade, continuem. A resiliência está no nosso DNA.”


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