Estrela do atletismo iraniano treina no teto do edifício onde mora para driblar coronavírus

AFP

A pandemia do coronavírus forçou os atletas do mundo inteiro a buscarem maneiras de se manter em forma, apesar do confinamento e do fechamento das instalações esportivas. A iraniana Maryam Toosi optou por treinar no teto do edifício onde mora.

Esta velocista de sucesso nas pistas é uma celebridade no Irã, onde ostenta os recordes nacionais dos 100, 200 e 400 metros, além de ter conquistado duas medalhas de ouro nos campeonatos asiáticos em pista coberta de 2012 e 2014.

Aos 31 anos e confinada por causa do coronavírus, Toosi decidiu se manter em forma se exercitando na laje do edifício onde mora.

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"Eu treino em casa, em qualquer espaço que possa usar, como a laje, mas também dentro de casa ou na rua ao lado do edifício", explica à AFP.

'Tem um espaço verde lá e treino quando não tem ninguém", afirma Toosi, que tem 159.000 seguidores no Instagram.

A atleta iraniana Maryam Toosi treina no teto de seu edifício, em Teerã, 19 de maio de 2020
A atleta iraniana Maryam Toosi treina no teto de seu edifício, em Teerã, 19 de maio de 2020

Seu apartamento está situado em Shahr Ara, um bairro populoso de Teerã, a enorme capital iraniana, onde poucos espaços ao ar livre estão abertos ao público.

"Temos que manter nossa forma física já que as competições começarão mais para frente e teremos que superar desafios", afirma.

O coronavírus causou a morte de cerca de 7.200 pessoas no Irã, o país mais afetado pela pandemia no Oriente Médio.

O governo ordenou em meados de março o fechamento das instalações esportivas como parte das medidas adotadas para frear a propagação do vírus, o que obrigou os atletas a buscar novos espaços, inclusive parques públicos de Teerã.

Jovens iranianos jogam futebol em um parque de Teerã, 18 de maio de 2020
Jovens iranianos jogam futebol em um parque de Teerã, 18 de maio de 2020

Um grupo de jovens jogadores de futebol se viu assim obrigado a deslocar seus habitais jogos para um parque situado entre as avenidas do oeste da capital.

"Eles nos ligaram perguntando onde poderiam treinar, já que todos os campos foram fechados", conta o técnico dos goleiros, Soheil Jelveh.

"Levamos eles aos parques, respeitando os protocolos de saúde e de distanciamento social", explica à AFP. "Onde há um pouco de grama já dá para treinar", conclui.

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