'Estratégica', mudança tática funciona e gera esperança ao Vasco

Felippe Rocha
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Foram três zagueiros, quatro meio-campistas, laterais como alas e um centroavante. Um raro 3-4-2-1 (ou 3-6-1, como queiram) que foi suficiente para o Cruz-Maltino ter uma atuação segura e garantir a classificação na Copa Sul-Americana. Era óbvio, portanto, que Ricardo Sá Pinto seria perguntado sobre a mudança radical de estrutura tática que o Vasco apresentou nesta quarta-feira, diante do Caracas. Primeiro, ele tentou minimizar.

- Para hoje serviu, foi estratégico. Para o futuro, logo se saberá - tentou resumir.
Mas logo o português foi novamente questionado sobre o tema. Por que mudar tão bruscamente? E essa alteração veio para ficar? Aí ele foi mais didático.

- Temos outra estrutura, mas podemos trabalhar outra. Não vamos trabalhar 30. Temos uma, no 4-2-3-1, temos que ter outras, 4-4-2, 4-1-4-1... hoje foi estratégico. Sabíamos do jogo aéreo e de interior deles. Do jogo direto, para o Blanco. Sabíamos que não era fácil. Hoje, a estratégia serviu perfeitamente para parar o adversário - revelou.

Por esta declaração, então, é possível imaginar que será raro ver o Vasco de Sá Pinto como se viu nesta quarta. E, de fato, a adoção de forma preferencial do sistema tático que se viu nesta quarta exige tempo de treino do que os treinadores, normalmente, gostariam para tal mudança.

Contudo, o português pode ter encontrado uma solução para além da estratégia para um jogo só. Porque, uma vez que o Vasco tem três zagueiros de atuações regulares e troca de passes pela faixa central que tem funcionado mais do que as jogadas pelas laterais, uma eventual expectativa da torcida se justificaria.

Em que pese a pouca força que o Caracas demonstrou, a novidade deu certo. E ainda há Talles Magno e Cano para voltarem ao time titular.