Estados Unidos pedem a seus cidadãos que não viajem ao Japão a dois meses dos Jogos

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Os Estados Unidos recomendaram nesta segunda-feira que seus cidadãos não viajassem ao Japão devido aos riscos associados à pandemia de covid-19

Os Estados Unidos fizeram um apelo a seus cidadãos para que não viajem ao Japão devido à pandemia, menos de dois meses antes dos Jogos de Tóquio, mas o governo do país e o comitê organizador garantiram nesta terça-feira que a recomendação não afetará a reta final de preparativos para o evento.

"Devido à covid-19, não viaje para o Japão", disse o Departamento de Estado alertando sobre viagens para aquele país, criticado por sua baixa taxa de vacinação.

- Nível 4: 'Não ir' -

"Tóquio 2020 continuará a trabalhar em estreita colaboração com todas as organizações envolvidas para garantir a participação segura de todos os atletas nos Jogos", respondeu o comitê organizador em um comunicado.

"Pelo que sabemos, não há mudança na posição dos Estados Unidos em apoio aos esforços do Japão" para organizar os Jogos, acrescentou o porta-voz do governo Katsunobu Kato.

A decisão de Washington foi tomada principalmente por razões sanitárias, mas também por "fatores secundários como a disponibilidade de voos comerciais, restrições às entradas de cidadãos norte-americanos e impedimentos para obter os resultados dos testes de covid em três dias", diz o comunicado.

Há várias semanas, o Departamento de Estado vem atualizando suas advertências aos viajantes para adequá-las às dos centros de prevenção e combate a doenças, como forma de melhorar o combate aos riscos do covid-19. Resultado: um número maior de países agora está classificado no nível 4, de "não ir".

No caso do Japão, que vive uma onda de casos de covid, o alerta é de particular importância devido à proximidade dos Jogos.

"As categorias de viajantes americanos que poderão ir ao Japão para os Jogos serão muito limitadas", disse um porta-voz diplomático dos Estados Unidos à AFP.

O governo japonês enfatizou que a saúde pública continuará sendo a principal prioridade na organização dos Jogos. Tóquio nos garantiu que permanecerá em contato próximo com Washington à medida que seus planos evoluem", disse ele.

O Japão abriu seus primeiros centros de vacinação em massa de forma acelerada em uma campanha prévia aos Jogos Olímpicos, que foram cancelados no ano passado devido à pandemia. No entanto, apenas 2% dos 125 milhões de habitantes foram totalmente vacinados.

A página da embaixada dos Estados Unidos no Japão afirma que as possibilidades de entrada de um americano no país são "muito limitadas".

"Viajar por motivos turísticos ou por outros motivos de curto prazo não é autorizado e não há indicação de que isso vá mudar em breve. Viagens sem visto estão suspensas", informou a embaixada.

- Sem distinção com os vacinados -

"O governo do Japão não faz nenhuma distinção entre viajantes vacinados e não vacinados em suas exigências para entrada relacionadas à covid e a quarentena se aplica independentemente do status de vacinação", acrescentou.

Os comitês olímpico e paralímpico dos Estados Unidos afirmaram em um comunicado sua "confiança" de que os atletas podem participar "com segurança" dos Jogos graças às medidas da organização.

O Japão começou a aplicar a vacina da Pfizer a profissionais de saúde com mais de 65 anos em fevereiro e espera concluir essa fase quando os Jogos começarem (23 de julho a 8 de agosto).

O Japão sofreu um impacto relativamente baixo da pandemia, com cerca de 12.000 mortes, mas um recente surto de infecções pressionou o sistema hospitalar.

Tóquio, Osaka e outras oito regiões estão em estado de emergência e redução da atividade comercial até o final de maio. Reportagens na imprensa indicam que as medidas podem ser estendidas por mais três semanas.

A maioria dos atletas e outros que ficarão na Vila Olímpica serão vacinados antes de chegar ao Japão, embora a vacinação não seja um requisito para participar dos Jogos.

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