'Estão colocando corpo no frigorífico, em saco plástico e ainda falam de futebol', diz Alexandre Kalil

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O prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, reforçou sua posição contrária a volta de qualquer atividade relacionada ao futebol na capital mineira.

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Kalil rechaça o retorno da bola pelo crescente número de casos da Covid-19, que está caminhando para um pico de contaminação no Brasil. O número de mortos em Minas Gerais já está em 111 óbitos confirmados e mais de 100 mil notificações. Para o prefeito, este não é o momento adequado para a volta dos clubes ao futebol.

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- Enquanto estão enterrando, comprando material – como vi em São Paulo –, saco plástico para botar corpo no frigorífico, estão falando em política, falando em futebol. Com 61 anos, não tenho idade para acostumar com mais nada. Eu não posso acostumar com isso, nenhum de nós. Temos sete mil problemas a menos de emprego, porque morreram. Se abrir tudo, nós não teremos nem desemprego. Vai morrer todo mundo - disse Kalil, em entrevista ao jornal O Globo.

Observando uma lógica do futebol, ambiente que conviveu por muitos ano, o prefeito da capital dos mineiros afirmou que é impossível fazer futebol sem aglomeração e que somente o isolamento social poderá manter algum controle sobre a doença.

- Eu conheço os dois lados. Eu sei o que que é uma estrutura para um jogo de futebol. Se não tiver público e transmissão, o futebol não tem necessidade de existir. Se for para ter só transmissão, tem jornalistas, cabos, rádios, massagistas amontoados em pequenos lugares, como vestiário. É aglomeração. Não é hora de pensar nisso, em política, em reeleição, em nada. Tem que pensar em libertar a cidade o mais rápido possível. Que futebol é esse que não vai poder reunir jogador, fazer oração no vestiário?- disse, para em seguida, comentar sobre o Atlético-MG, clube que presidiu.

- Na Cidade do Galo, que eu conheço bem, só dentro da gaiola trabalham três pessoas, para limpar chuteira de jogador. Nós vamos obrigar esse povo a ficar lá? Dentro do departamento médico trabalha gente, tem cozinha, roupeiro, dois massagistas, garçom, você está fazendo aglomeração. Ou vai fazer igual na Europa? Cada um sai da sua casa, de carro para o estádio. Chega lá, tem outra multidão de gente, mesmo sem público. Não tem a menor possibilidade de pensar nisso agora, por questão de segurança- comentou.

Kalil ressaltou que futebol em Belo Horizonte só voltará com o aval da prefeitura e que poderá até barrar delegações do Galo e América-MG, que tem seus CTs em cidades vizinhas.

- Estamos indo para o pico da pandemia. O futebol que está voltando é de mentira. E outra coisa: o futebol depende da cidade, do que o prefeito pensa. O Cruzeiro não vai voltar a treinar aqui em Belo Horizonte, mas o Atlético está em Vespasiano; o América, em Contagem (cidades da região metropolitana de BH). Você pode até barrar o ônibus, o Supremo Tribunal Federal autorizou as prefeituras. Não estou falando que vou fazer isso, mas se eu quiser barrar o ônibus do Atlético, ele não vai para o jogo, porque ele sai de Vespasiano - concluiu.

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