Esquiadora olímpica é presa por ser oposição ao presidente do Belarus

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Esquiadora da Olimpíada de Inverno, Aliaksandra Ramanouskaya, segundo uma organização que apoia atletas detidos por represálias políticas, está presa em Minsk, capital de Belarus. A imprensa do país informa que a esportista foi detida por crime administrativo, discurso divergente do apresentado pela entidade que dá suporte aos atletas, que afirma que não houve registro oficial do motivo pelo qual Aliaksandra tenha sido presa.

A esquiadora foi encaminhada para uma delegacia em Minsk após o treinamento de quarta-feira. Aliaksandra, de 25 anos, faz parte do grupo de atletas opositores a Alexander Lukashenko, presidente do Belarus, que protestaram com uma carta aberta contra a eleição do político. A lista de oposição conta com mais de 2 mil personalidades do esporte do país. Ele nega que a votação tenha sido fraudada.

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A carta pleiteava a repetição da votação e a libertação de todos os presos durante os protestos que tomaram as ruas do país após as eleições. Além da detenção, muitos atletas perderam o emprego ou foram expulsos das seleções nacionais.

A tensão política no Belarus se reflete no Comitê Olímpico do país. Viktor Lukashenko, filho do presidente do país, Alexander Lukashenko, é chefe da entidade olímpica. A dupla foi proibida de participar de Tóquio 2020 em decorrência de acusações de discriminação, censura e abuso de poder contra atletas que integraram as manifestações contra a reeleição do atual presidente, em agosto de 2020.

Aliaksandra Ramanouskaya competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 em Pyeongchang, na Coreia do Sul e é campeã mundial de jogos aéreos de 2019.

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