Olimpíada de cara nova? Conheça esportes que podem entrar nos Jogos Olímpicos nos próximos 20 anos

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SAO PAULO, SP, BRAZIL - 2019/09/22: The 20-year-old Brazilian Pamela Rosa wins in the final of the skate street World Championship, at the Anhembi exhibition pavilion, in the north of São Paulo. (Photo by Thiago Bernardes/Pacific Press/LightRocket via Getty Images)
SAO PAULO, SP, BRAZIL - 2019/09/22: The 20-year-old Brazilian Pamela Rosa wins in the final of the skate street World Championship, at the Anhembi exhibition pavilion, in the north of São Paulo. (Photo by Thiago Bernardes/Pacific Press/LightRocket via Getty Images)

Por Marcelo Laguna (@MarceloLaguna)

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 marcarão uma nova era no movimento olímpico, ao menos no que diz respeito à entrada de novas modalidades no programa esportivo. Há muito tempo que tantos novos esportes não eram adicionados aos Jogos. Em Tóquio, serão três de uma só vez: skate, surfe e escalada esportiva. Coincidentemente, todos que estão dentro da política do COI (Comitê Olímpico Internacional) de buscar “rejuvenescer” o público consumidor da Olimpíada.

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Mas será que as mudanças pararam por aí? Muito pelo contrário, há quem aposte que novos esportes terão espaço no principal evento multiesportivo do mundo, deixando de fora modalidades que não atraem mais tanta atenção dos jovens consumidores do segmento esportivo.

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Break Dancing

Este é o que está mais perto de tornar-se “olímpico”. Graças principalmente ao lobby feito pelo comitê organizador da Olimpíada de Paris-2024, que já incluiu o break, como esta dança acrobática é mais conhecida no Brasil, entre as sugestões de modalidades extras para os Jogos subsequentes aos de Tóquio. Além de ter em sua essência o apelo jovem que tanto agrada ao COI nestes novos tempos, ele já fez sua estreia no movimento olímpico. Na última edição da Olimpíada da Juventude, em Buenos Aires-2018, o break dancing foi considerado um sucesso entre o público presente.

Para fazer parte dos Jogos de Paris, contudo, precisará passar pelo crivo do COI, até dezembro do ano que vem. Tudo indica que será aprovado sem problemas, ao lado de escalada, skate e surfe, os “veteranos” de 2020.

E-sports

Talvez seja a maior polêmica para a inclusão de novos esportes nas Olimpíadas. Embora não falte dinheiro na indústria dos games – estima-se que o mercado global dos e-sports movimente até o final do ano que vem alcance US$ 1,4 bilhão –, há uma enorme resistência do COI para aceitar os games como esporte olímpico.

O maior entrave seria o fato de ferir os ideais olímpicos. De fato, fica estranho imaginar como modalidade na Olimpíada um jogo em que um adversário tem como objetivo “matar” o rival. Também incomoda o COI a questão de ficar vinculada a determinadas entidades, como seria o caso de simulares de futebol (Fifa ou PES), ou basquete (NBA). O comitê organizador de Paris-2024 tinha muito interesse em incluir os e-sports, mas o COI ainda quer discutir mais sobre o assunto. Mas o enorme interesse do público jovem (e o dinheiro envolvido em toda esta engrenagem) pode mudar os rígidos conceitos do COI.

Dança de salão

Mais um evento coreográfico que pode aparecer nas Olimpíadas é a dança de salão, em sua versão esportiva. A modalidade pleiteou entrar para o programa olímpico quando foram abertas as inscrições dos novos esportes em Tóquio-2020, mas acabou sendo deixada de lado. Para quem não acredita, a dança de salão teve seu primeiro campeonato mundial disputado em 1909. Já é reconhecida como atividade esportiva pelo COI desde 1997.

Snooker

Mais um esporte que vem tentando há algum tempo entrar no programa olímpico. A primeira vez foi antes de Tóquio-2020 e depois repetiu a dose para Paris-2024. Tem como principal argumento o custo baixo para ser realizado, sem exigir nenhuma instalação especial, e a audiência que a modalidade desperta na TV, quase 500 milhões de pessoas, segundo os dirigentes.

Squash

Há vários anos o squash vem batendo na trave em sua tentativa de virar esporte olímpico. Era uma aposta forte para Tóquio, em razão da forte influência asiática, mas não tece sucesso. Tem lugar cativo no programa dos Jogos Pan-Americanos e voltará com força total para Los Angeles-2028.

Teqball

Na linha dos esportes que podem atrair um público mais novo aos Jogos Olímpicos, o teqball é uma das opções que chegarão com força nas próximas duas décadas. Mais conhecido no Brasil como “futmesa”, virou uma coqueluche entre os jogadores de futebol, que utilizam a prática como uma mistura de aquecimento e lazer. Recentemente teve disputa da terceira edição de seu Mundial, desta vez realizado na Hungria. E teve um “embaixador” de peso para divulgá-lo: Ronaldinho Gaúcho, campeão com o Brasil na Copa de 2002, no Japão e Coreia do Sul.

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