Esporte que mais deu ouros olímpicos ao Brasil, vela aposta na experiência

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A vela brasileira contará com um time de veteranos nos Jogos Olímpicos de Tóquio, com o objetivo de manter a tradição do país de conquistar um lugar no pódio. Os atletas estão na capital japonesa, onde realizaram nesta quarta-feira um encontro virtual com jornalistas e comentaram as expectativas.

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A modalidade é a que mais rendeu ouros olímpicos ao Brasil na história do evento, com sete. Os títulos vieram com Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs de 49erFX na Rio-2016, Robert Scheidt (campeão de Laser em Atenas-2004 e em Atlanta-1996), Torben Grael e Marcelo Ferreira (campeões de Star em Atenas-2004 e Atlanta-1996), Alex Welter e Lars Bjorkstrom (campeões de Tornado em Moscou-1980) e Eduardo Penido e Marcos Soares (campeões de 470 em Moscou-1980). Robert e Martine/Kahena estarão em Tóquio.

Ao todo, o Brasil levou 18 medalhas na vela até hoje. Além dos sete ouros, ainda foram conquistadas três pratas e oito bronzes. A modalidade fica atrás do judô entre as que mais renderam medalhas ao país. Os judocas têm 22.

Em um cenário desafiador, e em meio aos prejuízos causados pela pandemia, o país se apega à experiência do seu grupo de velejadores, que estão acostumados a se adaptarem às diversas condições do mar e do vento.

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- Estou feliz. É um ciclo muito diferente dos Jogos. Eu vejo que 2021 estou mais preparado do que estaria em 2020. Essa pandemia foi ruim para todos, mas no meu caso foi bom para melhorar minha parte física e a velejada. Independente de quantas olimpíadas, sempre existe um frio na barriga e eu amo competir. Não podemos prever nada, mas me sinto bem preparado. Agora é executar e jogar o jogo - destacou Robert Scheidt, dono de duas medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze na história dos Jogos.

A partir desta quinta-feira, os atletas já começam a fazer seus primeiros treinos na raia de Enoshima. Os primeiros integrantes da delegação chegaram ainda no início do mês de julho ao local das competições e a última parte desembarcou na segunda-feira.

- Foram dias intensos até aqui. Hoje conseguimos colocar o mastro para cima e para a gente, ir pra água será um alívio. Eu me preocupo com a Covid-19, mas todos estão usando máscaras e fazendo distanciamento. Então sei que vai dar tudo certo. Vamos manter o cuidado, já que é uma preocupação mundial - afirmou Martine Grael.

A estreia da vela brasileira em Tóquio será no dia 25 de julho, com o bicampeão olímpico Robert Scheidt na Laser e Patrícia Freitas na RS:X. No dia 27, começam as regatas de 49er, 49erFX e Finn. No dia 28 é a vez das duplas d0 470 masculina e feminina, além da mista NACRA 17.

- Eu chego muito feliz em competir. Estou empolgada para fazer minha sexta participação em Jogos e mais uma com a Ana. É uma vida dedicada à vela! Sigo determinada e com muita paixão e isso move o esporte - contou Fernanda Oliveira, que fez história em Pequim-2008 ao lado de Isabel Swan levando a primeira medalha feminina em Olimpíadas.

Na Rio-2016, a equipe teve resultados expressivos, como o ouro na 49erFX de Martine Grael e Kahena Kunze e dois quarto lugares com Jorge Zarif (Finn) e Robert Scheidt (Laser).

- A expectativa nossa é manter a tradição de trazer medalha. Estamos aqui com oito equipes e todos possuem chance de chegar na regata final. Eu tenho muita confiança nessa equipe de jovens e mais experientes. Foi difícil fazer eventos por conta do fechamento da fronteira. Mas acredito que mesmo assim todos atletas estão muito bem preparados - explicou Torben Grael, que hoje é o chefe da equipe de vela e está em sua oitava edição olímpica (seis vezes como atleta, com cinco medalhas, e agora duas como treinador e chefe de equipe).

A equipe brasileira de vela nos Jogos de Tóquio

470 Masculino: Henrique Haddad | Bruno Betlhem
470 feminino: Fernanda Oliveira | Ana Barbachan
RS: X feminino: Patrícia Freitas
Finn: Jorge Zariff
Nacra 17 Misto: Samuel Albrecht | Gabriela Nicolino
Laser Standard: Robert Scheidt
49er FX: Martine Grael | Kahena Kunze
49er: Marco Grael | Gabriel Borges

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