Espiritualidade e benção da família Machidas: Sthefanie Oliveira pronta para a estreia no Karate Combat neste sábado

(Foto - Divulgação)


A quarta temporada do Karate Combat começa neste sábado (14/5), e Sthefanie Oliveira será a primeira atleta brasileira a pisar na arena da organização. Natural do Ceará e radicada no Rio Grande do Norte há dois anos, a lutadora da Pitbull Brothers enfrentará a mexicana Fabiola Esquivel pela categoria peso-palha (até 52kg).

Sthefanie começou no caratê aos 10 anos, em Pacajus, na região metropolitana de Fortaleza, levada pelo pai, Kede Oliveira. Posteriormente, treinou na Askace, uma das mais antigas academias da modalidade no país e que sempre manteve parceria direta com a família Machida, através do patriarca Yoshizo e os irmãos Lyoto e Chinzo.

"Eles sempre apostaram no meu potencial e começaram a me indicar para a organização. Daí que comecei a amadurecer a ideia", disse a atleta.

Mesmo sempre mantendo a raiz no caratê, Sthefanie migrou gradativamente para modalidades de contato total, como kickboxing e MMA sob a tutela do professor Hélio Amauri, onde atuou em circuitos nacionais. Ela computa quatro vitórias e uma derrota como profissional nas artes marciais mistas.

Mas o surgimento do Karate Combat em 2018 e o apoio dos Machidas a fizeram rever ambições.

"Percebi que podia unir o útil ao agradável. Quando vi o Karate Combat pela primeira vez, entrei em contato para tentar uma vaga. Mas sofri uma séria lesão no olho durante os treinos, e passei por duas cirurgias. Minha vida virou de cabeça para baixo. Consegui me recuperar, e finalmente veio a chance de assinar o contrato. Essa será minha primeira luta após todos esses problemas, então terá um significado especial", ressaltou.

Para manter a sanidade durante a fase nebulosa, Sthefanie se apegou às medicinas indígenas brasileiras que, segundo ela, foram essenciais para manter 'um pingo' de paz de espírito.

"Uso rapé, que ajuda na limpeza energética para acalmar, meditar e ter clareza nas decisões. E também fui algumas vezes no ayahuasca, que precisa de uma preparação específica, porque é muito forte", explicou. "Todos são compostos naturais e não influenciam nada em performance ou configuram doping. A cura está sempre na natureza", completou.

O estilo de vida fortemente voltado para a espiritualidade a fez receber o apelido de 'The Shamaness' (ou 'A Xamã', em português). "Quero lutar o máximo possível pelo Karate Combat e ser a primeira brasileira campeã do evento. Todo dia me visualizo com aquele cinturão. É questão de tempo para isso se materializar", cravou.

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