Espinosa vive desafio de montar elenco com poucos recursos

Valdir Espinosa é gerente técnico do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
Valdir Espinosa é gerente técnico do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


O Botafogo vive dias decisivos, em meio ao processo de transição do futebol para o modelo clube-empresa. A efetivação da nova forma de gestão, no entanto, avança em ritmo diferente do exigido pelo calendários esportivo. Com 2020 batendo à porta, o clube precisa reformular o elenco e realizar o planejamento da próxima temporada em um cenário de poucos recursos em caixa e dívidas pendentes que precisam ser sanadas. Para isso, o Alvinegro confia na experiência de mais de 40 anos de carreira de Valdir Espinosa, contratado para o cargo de gerente de futebol.

Na apresentação oficial, no último sábado, Espinosa admitiu ainda não entender muito sobre o assunto que domina os bastidores, mas se mostrou ciente de que o Glorioso vive um momento de dificuldades. Realista, ele não quis fazer promessas de resultados, mas sim de empenho em honrar a instituição.

– Ainda entendo pouco dessa matéria (clube-empresa), não tenho vergonha de confessar. Quando vejo que as pessoas dizem que isso é importante para a volta do Botafogo, mesmo entendendo pouco, torço para que possa acontecer. Chego em um momento difícil, mas existe um trabalho da direção de buscar um novo Botafogo, com o torcedor sendo parte das conquistas do dia a dia do clube. Vou estar presente para passar aos jogadores e comissão técnica esse comprometimento –afirmou.

Espinosa e o técnico Alberto Valentim ainda não têm definido todos os jogadores com os quais poderão contar em 2020. Em declarações recentes, Carlos Augusto Montenegro, um dos nomes mais fortes do Comitê de transição criado para liderar a mudança do modelo de gestão, prometeu reduzir a folha salarial para R$ 1 milhão e definiu como prioridade quitar todas as pendências com atletas e funcionários.

E é neste cenário de austeridade que Espinosa e Valentim vão ter que buscar reforços. Os dois já discutiram uma lista de nomes, mas, até agora, nenhum avanço concreto foi feito, apenas sondagens.

–Na primeira conversa com a direção falamos sobre jogadores, sei sobre alguns de de ver jogar, mas não sabia o dia a dia e os contratos. Com Valentim, já falamos sobre nomes, ele me passou nomes que gostaria. Já temos algumas pesquisas. No próximo encontro que tivermos vamos falar mais do assunto. A partir de agora vamos buscar cada vez mais o melhor para o Botafogo, falando de jogador, comissão técnica e torcida – comentou Espinosa










Quem fica e quem sai

De certezas até o momento, o Botafogo tem a dispensa de alguns nomes avaliados com o rendimento abaixo de esperado em 2019 e com contratos acabando em dezembro de 2019. São eles Gilson, Jean, Alan Santos, Rodrigo Pimpão e Pachu. Yuri, que tem vínculo acabando, está sendo avaliado.

O clube também avalia uma forma de entrar em acordo para liberar o atacante Victor Rangel, que possui sondagem Chapecoense e CSA, e o meia Leo Valencia, que não estão nos planos da diretoria e comissão técnica. Os dois ainda tem vínculos vigentes com o clube até o meio do próximo ano.

O Glorioso pode perder, ainda o zagueiro Gabriel, que teve o a volta do empréstimo antecipada pelo Atlético-MG. O atacante Diego Souza, vinculado automaticamente ao clube, em razão de cláusula contratual, só fica caso chegue a um acordo pela redução dos vencimentos considerados altos, mesma situação do meia Cícero.

Por outro lado, o Alvinegro pode ver algum dinheiro entrar em caixa com a negociação de alguns atletas. O meia João Paulo interessa ao Besiktas, da Turquia. O lateral Marcinho, o meia Alex Santana e o goleiro Gatito Fernández são outros que vêm sendo sondados por clubes brasileiros e do exterior.

Neste processo inicial de reformulação, a tendência é que jogadores da base continuem a ser aproveitados.










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