Espinosa elogia Barroca, mas diz que problemas financeiros do Botafogo podem atrapalhar o treinador

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Valdir Espinisa mostra preocupação com os problemas financeiros do Botafogo (Djalma Vassão/ Gazeta Press)
Valdir Espinisa mostra preocupação com os problemas financeiros do Botafogo (Djalma Vassão/ Gazeta Press)

Técnico campeão carioca de 1989, título que tirou o Botafogo de uma fila de 21 anos sem conquistas, Valdir Espinosa acompanha atentamente o dia a dia do clube de General Severiano. Satisfeito com o futebol apresentado no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana, mesmo diante dos problemas financeiros do Alvinegro, ele faz questão de exaltar o trabalho de Eduardo Barroca.

Além da qualidade profissional, Espinosa vê a identificação e conhecimento sobre o clube como diferenciais que podem ajudar o treinador a ter êxito em seu trabalho no Botafogo.

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- É um treinador que fez bons trabalhos na base do Botafogo. Isso faz com que ele tenha o primeiro degrau bem consolidado. No segundo degrau, ele tem identificação, conhece bem o clube. A partir de agora, vamos observar como será o trabalho dele no Campeonato Brasileiro, onde vai começar a fazer a sua carreira crescer ainda mais.

Apesar do bom futebol apresentado até o momento, o gaúcho diz que os problemas financeiros podem acabar atrapalhando na sequência da temporada. O clube carioca completou 2 meses de salários atrasados e a diretoria ainda não informou ao elenco quando solucionará a situação.

- Por mais que os jogadores se dediquem e eles estão se dedicando, claro que esse tipo de problema dificulta o trabalho. Existem os aspectos técnico, tático e físico, que estão dentro de campo, mas também existe o emocional. O lado financeiro está dentro do aspecto emocional. É uma dificuldade que o Barroca vai conviver. Isso não depende do treinador. Porém, volto a dizer que isso não significa que os jogadores deixarão de se empenhar.

Espinosa lembra que não conviveu com grandes problemas financeiros ao longo de sua carreira, inclusive no Botafogo. Para o treinador, neste momento, a diretoria do Alvinegro precisa se mostrar presente para reconquistar a confiança do elenco.

- Não me lembro de ter passado por este tipo de situação ao longo da minha carreira. No Botafogo, por exemplo, tinha o Emil Pinheiro. Ele que fazia os pagamentos. Precisamos também dizer que esse problema não é uma exclusividade do Botafogo, atualmente. Isso acontece em outras equipes. Neste momento, o passo mais importante precisa ser dado pelo dirigente, mostrando que está se esforçando para resolver os problemas. Não cabe ao treinador assumir uma responsabilidade que ele não tem.

O Botafogo volta a jogar no domingo, às 16 horas, contra o Cruzeiro, no Mineirão. O Alvinegro é o sétimo colocado na competição. Na Copa Sul-Americana, o duelo será contra o Atlético-MG, no dia 24 de julho, no estádio Nilton Santos, pelas oitavas de final.

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