Espanha jogará para ganhar contra o Japão, diz Luis Enrique

Técnico da seleção da Espanha, Luis Enrique, após partida contra a Alemanha pela Copa do Mundo do Catar

(Reuters) - A Espanha não pegará leve com o Japão e jogará para vencer, apesar de liderar o Grupo E da Copa do Mundo do Catar após o empate em 1 x 1 contra a Alemanha no domingo, disse o técnico Luis Enrique.

"Houve uma sensação estranha no vestiário porque tivemos a oportunidade de vencer a Alemanha e deixamos passar pelas nossas mãos, e isso foi uma pena", disse Luis Enrique em uma coletiva de imprensa.

"Mas temos que pensar que estamos no topo do chamado Grupo da Morte e temos que permanecer positivos."

"Um empate contra o Japão na quinta-feira provavelmente nos mandaria para as oitavas, mas não vamos especular. Usaremos toda a nossa força e iremos em busca da vitória para garantir o primeiro lugar no grupo", garantiu.

A Espanha foi sem dúvida a melhor seleção durante a maior parte do jogo no domingo e assumiu a liderança aos 22 minutos do segundo tempo. Mas os alemães conseguiram um empate aos 38 minutos através de Niclas Fuellkrug para negar à equipe de Luis Enrique uma segunda vitória consecutiva após a goleada de 7 x 0 sobre a Costa Rica na estreia.

Os espanhois lideram a classificação do Grupo E com quatro pontos e agora precisam apenas de um empate em seu último jogo contra o Japão para avançar. Uma vitória os mandaria para a fase de mata-mata em primeiro lugar

A Alemanha, que perdeu por 2 x 1 na estreia contra o Japão, está na lanterna da tabela com um ponto. Eles precisam vencer a Costa Rica na quinta-feira e ainda dependem de uma derrota do Japão. Se o Japão empatar, a vaga nas oitavas será definida pelo saldo de gols ou pelos gols marcados.

"A Alemanha não deve pensar em nosso jogo, eles devem se concentrar primeiro na Costa Rica, porque estamos na Copa do Mundo e cada rival tem sua própria qualidade", disse Luis Enrique.

"Faltou-nos elegância e frescor durante toda a partida contra a Alemanha, faltou-nos um pouco de paz de espírito."

"Mas temos uma palavra a dizer em nosso vestiário que a pressão é um privilégio. Portanto, vamos lidar com isso naturalmente. Se quisermos jogar sete jogos (até a final), precisamos dar o melhor de nós."