Equipe brasileira ajuda refugiado que viajou para Tóquio sem técnico

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Eldric Rodriguez está de vermelho na imagem (Foto: Buda Mentes/AFP)
Eldric Rodriguez está de vermelho na imagem (Foto: Buda Mentes/AFP)

O venezuelano Eldric Rodríguez tem história para contar. Nascido em Caracas, ele decidiu abandonar o país por conta da crise social e econômica enfrentada, e faz parte do time de refugiados da Tóquio-2020. Ele encontrou o refúgio em Trininade e Tobago, mas queria mais: queria ser atleta olímpico. Conseguiu. 

Mas, assim como teve que superar todas as adversidades para conseguir a vaga na Olimpíada, o destino tinha reservado mais um problema para Eldric. Ele viajou para Tóquio sem treinador, assistentes ou equipe. Com estreia prevista para esta segunda-feira (26), ele se via diante do impossível: não conseguiria sequer tomar água entre os rounds.

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No meio disso tudo, a organização dos Jogos foi atrás de uma delegação que pudesse ajudar ao refugiado. Encontrou a brasileira, encabeçada pelo treinador Amônio Silva e o chefe de equipe Felipe Romano, que aceitou auxiliá-lo apesar da preparação dos atletas do Brasil. 

"Ele ficou muito feliz, nos agradeceu não só uma vez, mas várias vezes por esse suporte para ele. Ficou surpreso de a equipe do Brasil ajudá-lo sem conhecer. Ele até me perguntou por que nós o ajudamos. Eu falei que foi pelo fato de eu ter um projeto social e saber a dificuldade que cada atleta passa, independentemente de onde seja. Precisamos pensar no ser humano, pensar no atleta e em ajudar o próximo", disse Amônio Silva ao portal ge. 

Apesar da força de vontade, Eldric foi nocauteado pelo dominicano Euri Cedeño Martínez com pouco mais de um minuto de trocação.

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