Envolvidos com investigações sobre o Cruzeiro estranham lentidão do caso

Coletiva da diretoria do Cruzeiro depois das denúncias exibidas pela Rede Globo (Vinnicius Silva/Cruzeiro) (Vinnicius Silva)

No fim de 2018 a Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar irregularidades no Cruzeiro. O programa Fantástico, da Rede Globo, teve acesso aos documentos e exibiu uma reportagem revelando uma série de ilegalidades cometidas pelos dirigentes celestes. Desde então o caso ganhou enorme projeção nacional e teve a entrada do Ministério Público, que abriu um procedimento para investigar os atos da diretoria. No entanto, a lentidão no processo causa estranheza.

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Em sigilo, o Blog escutou pessoas da Polícia Civil e também do Ministério Público. Em comum, todas relataram acreditar que o andamento deveria estar num ritmo mais acelerado, que tudo tem acontecido de forma muito mais lenta do que o normal. Um ano depois do inquérito aberto pela Polícia e quase sete meses após a reportagem exibida na Globo, pouco foi divulgado até momento. Segundo os relatos ao Blog, outros casos semelhantes tiveram mais agilidade do que as investigações envolvendo o Cruzeiro.

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A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para apurar denúncias sobre falsificação de documento particular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Em julho, na véspera do confronto com o Atlético-MG, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, a Polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do clube, no Barro Preto, nos dois centros de treinamentos do clube e residências de alguns dirigentes, casos de Wagner Pires de Sá (presidente), Itair Machado (vice-presidente de futebol) e Sérgio Nonato (diretor geral).

E também na casa do empresário Cristiano Richard dos Santos Machado, que emprestou R$ 2 milhões ao Cruzeiro e recebeu como garantia os direitos econômicos de dez jogadores, incluindo o de Estevão Willian, de apenas 12 anos, uma prática que é proibida pela Fifa. Essa foi apenas umas das irregularidades investigadas pela Policia Civil e pelo Ministério Público.

As denúncias resultaram nas saídas de Itair Machado e Sérgio Nonato, vice-presidente de futebol e diretor geral, respectivamente. O presidente Wagner Pires de Sá segue no cargo, mas sem nenhuma participação nas decisões do clube. Atualmente quem comanda o Cruzeiro é Zezé Perrella, nomeado gestor do futebol.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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