Leal se torna primeiro estrangeiro a jogar vôlei pelo Brasil e prevê evolução

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Considerado um dos jogadores mais talentosos da geração atual, o cubano Leal viu sua carreira mudar de forma significativa quando decidiu deixar Cuba para atuar em outro país. (KAMIL KRZACZYNSKI/AFP/Getty Images)
Considerado um dos jogadores mais talentosos da geração atual, o cubano Leal viu sua carreira mudar de forma significativa quando decidiu deixar Cuba para atuar em outro país. (KAMIL KRZACZYNSKI/AFP/Getty Images)

Vinicius Pereira (@viniciusspereira)

Considerado um dos jogadores mais talentosos da geração atual, o cubano Leal viu sua carreira mudar de forma significativa quando decidiu deixar Cuba para atuar em outro país.

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Nascido em Havana, o cubano de 30 anos, optou há quase dez anos atrás, por deixar o país de origem e correr atrás de uma oportunidade para mudar de vida. Após chegar ao Sada Cruzeiro, em 2012, fez do Brasil sua morada.

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Decidiu, então, se naturalizar brasileiro e tentar uma vaga na seleção, mesmo com a necessidade de cumprir um penoso processo de “quarentena”, que o impediu de defender qualquer seleção por quatro anos.

Na fase final da Liga das Nações, disputada nos EUA neste mês, o chamado do técnico Renan Dal Zotto transformou Leal no primeiro jogador não nascido no Brasil a atuar pela seleção.

“Procurei não levar isso como um peso. Procurei agir com naturalidade e pensei apenas que era algo que eu queria”, afirma Leal. Foi a primeira vez na história que um jogador não nascido no Brasil atuou pela seleção masculina de vôlei.

Além do desempenho ruim da seleção, que ficou apenas com o quarto lugar na competição, Leal também teve que superar a desconfiança de jogadores respeitados no meio sobre a naturalização de estrangeiros.

Considerado um dos jogadores mais talentosos da geração atual, o cubano Leal viu sua carreira mudar de forma significativa quando decidiu deixar Cuba para atuar em outro país. (Olimpik/NurPhoto via Getty Images)
Considerado um dos jogadores mais talentosos da geração atual, o cubano Leal viu sua carreira mudar de forma significativa quando decidiu deixar Cuba para atuar em outro país. (Olimpik/NurPhoto via Getty Images)

Agora, no voleibol italiano, ele prevê uma evolução na carreira – que deve se refletir na continuação da caminhada do novo atleta da seleção brasileira. Confira:

Yahoo Esportes: como é a experiência de ser o primeiro estrangeiro a vestir a camisa da seleção brasileira?

Leal: Sei que essa é uma responsabilidade, mas procurei não levar isso como um peso. Procurei agir com naturalidade e pensei apenas que era algo que eu queria, a comissão técnica também quis, e foi bom para os dois lados.

Como foi o processo de naturalização? Quais foram os motivos para abandonar a seleção cubana?

Em 2010, quando fomos vice-campeões mundiais, eu achei que íamos ter uma melhor condição na seleção cubana, mas isso não aconteceu. Tomei a decisão de sair, então, para poder jogar a nível de um bom clube.

Você cumpriu uma “quarentena”. Como se sentiu nesse período? Acha que é válido ter que pagar esse “pedágio”?

Foi um período longo e difícil. Foram quatro anos esperando para poder defender a seleção brasileira. Neste período me ocupei com meu trabalho nos clubes, tanto no Sada Cruzeiro, como no Civitanova, e esperei pelo momento de poder estar aqui. NR. Leal cumpriu quarentena imposta pelo governo de Cuba aos atletas que decidem sair da do país.

Alguns jogadores da seleção chegaram a demonstrar certa insatisfação sobre a convocação de um “estrangeiro”. Como você vê isso?

O importante é que cheguei e fui muito bem recebido na seleção brasileira. Todos me trataram muito bem e hoje me sinto em casa. NR: Lipe, campeão olímpico com a seleção brasileira, e Murilo, bicampeão mundial, afirmaram serem contra a atuação do cubano pela seleção brasileira.

Você trocou o Cruzeiro pelo voleibol italiano há pouco tempo. Quais são as diferenças entre os campeonatos daqui e de lá? O nível é parecido?

São um pouco diferentes. O nível da Superliga é muito bom e aprendi muito enquanto joguei aqui no Brasil pelo Sada Cruzeiro, mas o Campeonato Italiano é considerado o melhor do mundo. Lá, busco evoluir cada vez mais.

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