Entre a segurança na Argentina e a eliminação no Paulista, Jesualdo volta à berlinda no Santos em cinco meses

Fábio Lázaro
LANCE!


Jesualdo Ferreira pode deixar o comando do Santos neste fim de semana. Após o Peixe ser eliminado no Campeonato Paulista, na última quinta-feira, ao ser derrotado por 3 a 1 para a Ponte Preta, de virada, na Vila Belmiro, a diretoria santista estuda a possibilidade de demissão do treinador e se reunirá neste sábado para discutir o planejamento do clube para o restante da temporada.


Até o momento, o técnico português se mantém no cargo, alguns membros da direção acreditam que ele não teve tempo o suficiente para trabalhar. Já outros defendem a sua demissão desde fevereiro.

Independentemente da decisão da cúpula alvinegra, há de consenso a necessidade de uma mudança geral de postura do time para a disputa do Campeonato Brasileiro, que para o Santos inicia no dia 9 de agosto, quando o time enfrenta o Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, pela primeira rodada da competição.


A volta de Jesualdo à berlinda

Bastante questionado desde o seu primeiro jogo no comando do Santos, no dia 23 de janeiro, no empate em 0 a 0 contra o Massa Bruta, mesmo adversário da estreia no Brasileirão, na Vila Belmiro, pela primeira rodada do Campeonato Paulista, Jesualdo viveu o seu momento mais delicado à frente do clube entre a sexta e sétima rodada do estadual.

Após o empate em 0 a 0 contra a Ferroviária, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, no dia 16 de fevereiro, no qual o Peixe foi inoperante e garantiu o empate pela boa atuação do goleiro Éverson, já haviam pessoas que atuam na gestão santista que defendiam o seu desligamento. Após a partida, o Comitê de Gestão se mostrou dividido quanto a decisão, que ganhou força após a derrota do Alvinegro Praiano por 2 a 0 contra o Ituano, no estádio Novelli Júnior, no dia 22 daquele mês.

A decisão por dispensar Jesualdo ficou nas mãos do presidente José Carlos Peres, que esteve próximo de tomá-la, principalmente porque na semana seguinte o Peixe encararia uma sequência com dois clássicos e dois jogos pela Libertadores. Contudo, o cartola deu um passo para trás por conta das pendências financeiras referentes aos salários até o fim a serem pagos caso o fato fosse consumado.

A segurança de Jesualdo para que a sua continuidade no Peixe fosse garantida, porém, aconteceu após a vitória por 2 a 1 do Peixe contra o Defensa y Justicia (ARG), na primeira rodada da fase de grupos da Libertadores. Não só pelos três pontos e o futebol apresentado na segunda etapa, que garantiu a vitória santista, mas porque o clima amistoso do vestiário após a partida gerou uma aproximação entre a comissão técnica e alguns dirigentes presentes na viagem, que passaram a entender a filosofia de trabalho do português.

Contudo, entre a vitória por 1 a 0 contra o Delfin (EQU), na Vila Belmiro, pela segunda rodada da Libertadores, no dia 10 de março, a pausa do futebol, por conta da pandemia do novo coronavírus, e a retomada sem vitórias em três jogos (que torna-se quatro, quando somado à derrota por 2 a 1 contra o São Paulo, no último compromisso do Peixe antes da quarentena), faz com que o Santos não vença uma partida há 144 dias e isso deixa parte da cúpula do clube temerosa quanto a manutenção do treinador, principalmente após o replanejamento para a sequência da temporada, que está sendo construído nos últimos dias.

Questionado em entrevista coletiva virtual após a eliminação do Paulista, nesta quinta-feira, sobre a possibilidade de demissão, Jesualdo afirmou não temê-la.












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