Entenda por que o Irã pode fazer seis substituições

Alireza Beiranvand logo após a fatalidade na estreia com a Inglaterra na Copa do Mundo. (Photo by Robbie Jay Barratt - AMA/Getty Images)
Alireza Beiranvand logo após a fatalidade na estreia com a Inglaterra na Copa do Mundo. (Photo by Robbie Jay Barratt - AMA/Getty Images)

A goleada da Inglaterra de 6 a 2 para cima do Irã nesta segunda-feira (21), pela rodada de abertura do Grupo B da Copa do Mundo, não causou novidade para ninguém. Agora o que despertou curiosidade da maioria foi o fato de o time iraniano ter feito seis substituições.

Beiranvand acompanhava a bola aos oito minutos e sem querer trombou feito com o arqueiro Majid Hosseini. Esse “acidente de percurso” com que o jogo fosse paralisado por alguns minutos. O jogador foi atendido pelos médicos em campo durante oito minutos, tentou voltar, mas não aguentou e foi substituído.

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Em seguida, o jogador saiu de campo com a suspeita de concussão cerebral. Essa situação permitiu o Irã realizar mais uma substituição, ou seja, no total de seis. A questão de saúde “autoriza” a substituição extra e não é contabilizada para retirar uma das três paradas permitidas ao técnico.

Outra alteração com o aval da FIFA foi a mudança neste Mundial de 23 para 26 convocados. Alternativa que fez com que ocorresse as mexidas de três para cinco substituições.

O estado de saúde do goleiro Beiranvand comoveu o mundo inteiro, haja vista dezenas de tweets com menções ao titular da meta iraniana. Diversas mensagens de solidariedade foram enviadas ao jogador no Twitter logo após essa fatalidade.

Até agora, não houve nenhuma atualização do estado de saúde de Beiranvand. Há apenas essas suspeitas conforme dito acima.

POLÊMICA

A goleada inglesa e essa fatalidade não foram bastantes para causarem repercussões, isto é, a seleção iraniana recusou a cantar o hino do país como forma de protesto. A atitude influenciou em vários gestos obscenos da torcida do Irã nas arquibancadas. Carlos Queiroz, que comanda o Irã, disse que os atletas são livres para protestar em prol das mulheres.