Por que o Flamengo "ignora" a prefeitura e se vê protegido na volta aos treinos

Goal.com

De volta às atividades no Ninho do Urubu, o Flamengo se viu em meio a um "enfrentamento" com a prefeitura do Rio de Janeiro, que diz que o clube não tem autorização para realizar os treinos no CT. No entanto, a diretoria do Rubro-Negro se vê protegida juridicamente e ganhou o apoio dos jogadores, que divulgaram uma nota oficial nesta quinta-feira (21) a favor do retorno aos trabalhos. 

Na noite da última quarta (20), o chefe do departamento médico do clube, Márcio Tannure, se reuniu virtualmente com a secretária de Saúde e representantes das autoridades sanitárias municipais. O chefe do departamento médico apresentou o protocolo de segurança elaborado, mas ouviu que o Flamengo não poderia voltar a treinar. O clube ignorou a negativa, e se reapresentou no centro de treinamentos nesta manhã.

Na interpretação do Flamengo, a diretoria entende que não fere o decreto da quarentena da prefeitura ou do governo do estado, uma vez que apesar de proibir atividades como academias e comércio, ele não cita absolutamente sobre treinos em campo aberto dentro de propriedade privada (centros de treinamentos de clubes de futebol). Além disso, ressalta que demais atividades como mercado, padarias e clínicas, entre outros, podem funcionar com até 30% de sua lotação máxima, contanto que respeitem as determinações de distanciamento social e protocolos de segurança. 

No início da pandemia do novo coronavírus, o Flamengo deu férias coletivas para a maioria dos funcionários que não consideravam dos serviços essenciais, mas manteve atividades como financeiro, jurídico e segurança funcionando com menos gente. Seguindo os protocolos, o clube não vê infração e entende estar apto para os treinos no Ninho do Urubu funcionando com apenas 20% do seu pessoal. Mas, mesmo interpretando que a prefeitura não tem embasamento jurídico para o veto, continua buscando o diálogo paralelamente. 

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